Número de mortos pelos terremotos na Venezuela sobe para 2.645. Mais de 12 mil pessoas ficaram feridas e milhares seguem desalojadas.
Nove dias após os terremotos que atingiram a Venezuela, o número de mortos confirmados chegou a 2.645, segundo informações divulgadas nesta sexta-feira (3) pelo regime venezuelano. As autoridades também informaram que mais de 12 mil pessoas ficaram feridas e milhares permanecem desalojadas em consequência da tragédia.
O novo balanço representa um aumento de 50 mortes em relação ao levantamento divulgado na quinta-feira (2), quando a líder interina Delcy Rodríguez havia informado 2.595 vítimas fatais.
Enquanto parte da população critica a resposta das autoridades, considerada lenta e insuficiente, Delcy Rodríguez defendeu a atuação do governo e afirmou que as operações de busca e resgate continuam em andamento. Ela também rebateu as críticas e acusou, sem apresentar provas, "laboratórios midiáticos" de tentar prejudicar o trabalho das equipes de emergência.
Mesmo após mais de uma semana da tragédia, as buscas por sobreviventes continuam. Na quinta-feira (2), Hernán Gil, de 43 anos, foi retirado com vida dos escombros por equipes nacionais e internacionais de resgate. Vigilante de um prédio comercial, ele permaneceu preso na guarita do edifício, na região de La Guaira. Nesta sexta-feira, porém, não houve registro de novos resgates de pessoas com vida.
O estado de La Guaira, próximo à capital Caracas, concentra os maiores danos provocados pelos terremotos e segue como principal foco das operações de resgate e retirada de corpos. Equipes venezuelanas e profissionais enviados por diversos países participam das buscas.
Na segunda-feira (29), o coordenador humanitário da Organização das Nações Unidas (ONU) na Venezuela informou que o organismo estava adquirindo 10 mil sacos para armazenamento de cadáveres, indicando a expectativa de aumento no número de vítimas fatais.
Diante da dimensão da tragédia, o Programa Mundial de Alimentos da ONU solicitou à comunidade internacional US$ 50 milhões para prestar assistência humanitária a aproximadamente 500 mil pessoas durante os próximos três meses.
Os terremotos agravaram uma crise humanitária que já afetava o país antes do desastre. Segundo estimativas da ONU, quase 8 milhões de venezuelanos já dependiam de algum tipo de assistência humanitária.
Além da necessidade urgente de alimentos, abrigo e apoio às famílias afetadas, cresce a preocupação com possíveis surtos de doenças. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou para a pressão extrema sobre o sistema de saúde venezuelano e para o risco de epidemias causadas por doenças virais e infecciosas.
De acordo com a ONU, 27 países enviaram equipes especializadas e cães farejadores para reforçar as operações de busca entre os escombros. A organização estima que os prejuízos provocados pelos terremotos alcancem US$ 6,7 bilhões, valor equivalente a cerca de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) da Venezuela.
Por: Informativo em Foco



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