Polícia Civil cumpre mandados em Campina Grande durante operação que investiga fraude eletrônica de quase R$ 1 milhão contra empresa.
Palavras-chave: Operação Cavalo de Troia, Campina Grande, golpe do falso CEO, fraude eletrônica, Pix, Polícia Civil do Rio Grande do Norte.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte realizou, nesta sexta-feira (6), uma operação em Campina Grande, na Paraíba, para investigar uma organização criminosa suspeita de aplicar fraudes eletrônicas que provocaram um prejuízo estimado em R$ 940 mil. A ação, denominada Operação Cavalo de Troia, cumpriu mandados de busca e apreensão em diferentes cidades do Rio Grande do Norte e também no território paraibano.
As investigações apontam que o grupo utilizava o chamado golpe do falso CEO, modalidade de fraude em que criminosos se passam por executivos de empresas para convencer funcionários a realizar transferências bancárias. No caso apurado, os suspeitos teriam utilizado indevidamente a identidade de um diretor-presidente para conseguir movimentar valores elevados.
Funcionária foi enganada por falso executivo no Microsoft Teams
Conforme a investigação, um dos suspeitos utilizou um perfil externo no aplicativo Microsoft Teams e se apresentou falsamente como diretor-presidente de uma empresa. Por meio da plataforma, ele entrou em contato com uma funcionária que trabalhava em Natal, no Rio Grande do Norte.
Durante a comunicação, o criminoso conseguiu convencê-la a realizar quatro transferências bancárias por meio do Pix. As operações somaram aproximadamente R$ 940 mil, valor que representa o prejuízo investigado pela Polícia Civil.
A estratégia teria explorado a confiança e a autoridade atribuídas ao cargo de direção da empresa para induzir a funcionária a efetuar as movimentações financeiras.
Operação cumpriu mandados na Paraíba e no Rio Grande do Norte
A segunda fase da Operação Cavalo de Troia contou com a expedição de três mandados de prisão e seis mandados de busca e apreensão. As determinações judiciais foram cumpridas nos municípios de Florânia e São Vicente, no Rio Grande do Norte, além de Campina Grande, na Paraíba.
As diligências têm como finalidade identificar os integrantes da organização criminosa, reunir provas sobre as atividades investigadas e apreender dispositivos eletrônicos que possam contribuir para o esclarecimento do esquema.
Os investigadores também procuram aprofundar o levantamento sobre a participação de cada suspeito na execução das fraudes e na movimentação dos recursos financeiros obtidos ilegalmente.
Primeira fase identificou titular de conta usada no esquema
A primeira etapa da Operação Cavalo de Troia foi realizada no município de Currais Novos, no Rio Grande do Norte. Na ocasião, foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão contra uma mulher de 37 anos.
Segundo as investigações, ela era identificada como titular de uma conta bancária utilizada para receber os valores desviados por meio das transferências fraudulentas.
A análise dos materiais apreendidos e das informações obtidas com autorização judicial permitiu aos investigadores encontrar indícios de que as fraudes não teriam sido praticadas por uma única pessoa, mas por uma organização criminosa estruturada.
Investigação busca identificar outros envolvidos e rastrear dinheiro
Os elementos reunidos apontam para uma possível divisão de tarefas entre os integrantes do grupo. Enquanto alguns suspeitos seriam responsáveis pela execução das fraudes, outros atuariam na movimentação dos recursos financeiros obtidos ilegalmente.
Nesta segunda fase, a Polícia Civil busca rastrear o destino dos aproximadamente R$ 940 mil desviados, identificar possíveis novos envolvidos e aprofundar as apurações sobre a estrutura financeira e operacional da organização criminosa.
As diligências realizadas em Campina Grande e nos municípios potiguares fazem parte desse trabalho de investigação, que pretende esclarecer a participação dos suspeitos e reunir provas sobre o funcionamento do esquema.
Por: Informativo em Foco




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