Franciele Gawleta foi presa suspeita de matar os dois filhos no Paraná. Defesa contesta informações e afirma que mulher permaneceu em silêncio.
A Polícia Militar do Paraná prendeu Franciele Gawleta, mãe das duas crianças, de 1 e 5 anos, encontradas mortas dentro de um carro abandonado em uma ponte entre os municípios de Bandeirantes e Itambaracá, no norte do estado. Ela é suspeita de envolvimento na morte dos próprios filhos. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, que apura as circunstâncias do crime e as possíveis motivações.
De acordo com o delegado Denner Roque, responsável pela investigação, Franciele teria confessado os assassinatos aos policiais militares que atenderam à ocorrência. A informação foi repassada pelo delegado à RPC. Entretanto, a defesa da mulher contesta essa versão e afirma que a polícia estaria se baseando em um vídeo extraoficial que não foi anexado ao processo.
A advogada Nadia Guaita Calixto Alves informou que Franciele permaneceu em silêncio durante o depoimento prestado à Polícia Civil, sem apresentar declarações sobre o caso.
Investigação apura possível disputa pela guarda das crianças
Entre as linhas de investigação consideradas pela Polícia Civil está a existência de uma disputa judicial envolvendo os pais das crianças pela guarda dos filhos.
Segundo o delegado Denner Roque, essa situação está entre os elementos que estão sendo analisados para esclarecer o que teria motivado o crime. O processo relacionado à guarda das crianças tramita sob segredo de Justiça.
A investigação busca reunir informações que permitam reconstruir a sequência dos acontecimentos, esclarecer as circunstâncias das mortes e verificar a possível relação entre o conflito familiar e o caso.
Até o momento, as autoridades continuam apurando os fatos e as circunstâncias que levaram à morte das duas crianças.
Defesa contesta informações e destaca presunção de inocência
Diante da repercussão do caso, a defesa de Franciele Gawleta divulgou uma nota oficial para se manifestar sobre as informações divulgadas pela imprensa e os elementos apresentados durante a investigação.
Os advogados afirmam que os acontecimentos ainda estão sendo apurados no devido processo legal e que todas as alegações deverão ser confrontadas e comprovadas com base nas provas constantes dos autos.
A defesa também declarou confiança nas instituições e no Poder Judiciário, além de afirmar que a acusada está comprometida em colaborar integralmente com as autoridades responsáveis pela investigação.
Outro ponto destacado pelos representantes jurídicos é a necessidade de respeito à presunção de inocência. Segundo a nota, conclusões antecipadas podem ser consideradas precipitadas e prejudiciais aos direitos fundamentais da investigada.
Leia a nota completa da defesa de Franciele Gawleta:
"A assessoria jurídica da acusada, FRANCIELE GAWLETA, vem, diante dos noticiários veiculados pela imprensa, esclarecer que os acontecimentos estão sendo apurados no devido processo legal, oportunidade em que todas as alegações serão devidamente contraditadas e comprovadas, com base na verdade real e nos elementos constantes dos autos.
A Sra. Franciele tem total confiança nas instituições e no Poder Judiciário, bem como presta seu compromisso com a cooperação integral face às autoridades competentes.
Salientamos que precipitadas conclusões emitidos neste momento revelam-se prematuras, especulativas, temerárias e prejudiciais aos direitos fundamentais da personalidade e à garantia constitucional da presunção de inocência.
Por fim, a defesa permanece à disposição da imprensa séria para prestar os esclarecimentos que forem cabíveis, dentro dos limites éticos da advocacia e do sigilo processual".
Polícia Civil continua investigando o caso
A morte das duas crianças mobilizou as forças de segurança do Paraná e passou a ser investigada pela Polícia Civil, que trabalha para esclarecer todos os detalhes da ocorrência.
Entre os pontos que permanecem sob apuração estão as circunstâncias em que os corpos foram encontrados, a suposta confissão mencionada pelo delegado, a versão apresentada pela defesa e a possível influência da disputa judicial pela guarda dos filhos.
Enquanto as investigações avançam, a defesa sustenta que qualquer responsabilização deverá ocorrer com base nas provas reunidas durante o processo, respeitando o direito ao contraditório e à presunção de inocência.
Por: Informativo em Foco




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