A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (4), uma nova fase da Operação Sem Desconto. A ação cumpre mandados de busca e apreensão contra o advogado Willer Tomaz e investiga suspeitas de lavagem de dinheiro em favor do senador Weverton Rocha (PDT-MA), em apuração relacionada às fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Além do advogado, a residência do senador também é alvo das buscas devido a operações consideradas suspeitas envolvendo sua esposa. Até o momento, as defesas dos investigados não se manifestaram.
Advogado é suspeito de lavar dinheiro para senador
Segundo a Polícia Federal, Willer Tomaz é investigado por supostamente realizar operações de lavagem de dinheiro para Weverton Rocha e por disponibilizar uma aeronave para uso do parlamentar.
As buscas são realizadas na casa e no escritório do advogado. Um dos objetivos da operação é apreender bens que possam contribuir para a recuperação de valores supostamente desviados. Veículos de luxo e outros itens foram recolhidos durante a ação.
Operação cumpre 18 mandados
Ao todo, a Polícia Federal cumpre 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão. As ordens foram expedidas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em nota, a PF informou que as investigações começaram após a identificação de indícios de movimentações financeiras e patrimoniais que, em tese, teriam sido realizadas por meio de pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, estruturas empresariais e operações com dinheiro em espécie para ocultar a origem e o destino dos recursos.
Histórico de Willer Tomaz
Willer Tomaz possui atuação em diferentes setores políticos de Brasília. Conforme o texto, ele mantém relação de amizade com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, e os dois chegaram a viajar juntos em uma aeronave particular.
A investigação, no entanto, não envolve suspeitas contra Flávio Bolsonaro.
Ainda segundo o material, durante o governo Lula, o advogado mantinha proximidade com o ex-ministro das Comunicações Juscelino Filho e teria sido beneficiado por uma regra da pasta.
Em 2017, Willer Tomaz foi alvo de mandado de prisão na Operação Lava Jato após ser citado em delação de executivos da J&F como intermediário no pagamento de propina a um procurador da República. Posteriormente, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) rejeitou a denúncia por falta de provas. Em novo depoimento, o empresário Joesley Batista afirmou que não havia contratado o advogado para influenciar autoridades públicas.
Weverton Rocha já havia sido alvo da investigação
O senador Weverton Rocha já figurava entre os investigados da Operação Sem Desconto. Em 18 de dezembro, ele foi alvo de busca e apreensão.
Na ocasião, o parlamentar declarou ter recebido a operação "com surpresa, mas com serenidade" e afirmou estar à disposição para prestar esclarecimentos após ter acesso integral à decisão judicial.
As investigações também identificaram, no celular do empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", conversas sobre a entrega de dinheiro em espécie a um ex-assessor de Weverton Rocha. Antunes é apontado pela Polícia Federal como suspeito de liderar o esquema investigado.
Por: Informativo em Foco



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