Uvas verdes, vermelhas e roxas são nutritivas, mas diferem na quantidade de antioxidantes. Entenda qual é a melhor escolha para a saúde.
As uvas verdes, vermelhas e roxas possuem composição nutricional bastante semelhante quando o assunto é calorias, carboidratos, água e fibras. A principal diferença entre elas está na quantidade de compostos antioxidantes presentes na casca, especialmente nas variedades de coloração mais escura.
As uvas vermelhas, roxas e pretas concentram maior quantidade e diversidade de polifenóis, grupo de substâncias que inclui antocianinas, flavonóis e resveratrol. Esses compostos vêm sendo estudados por seu potencial antioxidante e pela possível contribuição para a proteção das células contra os danos provocados pelo estresse oxidativo.
Uvas escuras concentram mais antioxidantes
As antocianinas são responsáveis pelas tonalidades vermelhas, roxas e azuladas da fruta. Como as uvas verdes não possuem essa pigmentação, apresentam menor concentração dessas substâncias.
Por esse motivo, as variedades mais escuras costumam levar vantagem quando a comparação considera exclusivamente o teor de antioxidantes relacionados à cor.
No entanto, isso não significa que a uva verde tenha baixo valor nutricional.
Ela também fornece polifenóis, como flavanóis e flavonóis, além de vitaminas, minerais, fibras e grande quantidade de água. A concentração desses nutrientes pode variar conforme a variedade da fruta, o cultivo, o estágio de maturação e as condições de armazenamento.
Resveratrol está concentrado na casca
Outro composto bastante conhecido é o resveratrol, encontrado principalmente na casca das uvas.
As variedades vermelhas e roxas normalmente apresentam concentrações maiores dessa substância do que as verdes, embora os níveis também dependam da espécie e da forma de produção.
Estudos sugerem que os polifenóis das uvas podem contribuir para a saúde cardiovascular, reduzir processos inflamatórios e favorecer o funcionamento dos vasos sanguíneos.
Apesar disso, as evidências disponíveis em humanos apontam benefícios modestos e não permitem considerar o resveratrol ou qualquer tipo de uva como tratamento ou forma isolada de prevenção de doenças.
Vinho tinto não substitui a fruta
Embora o vinho tinto contenha mais resveratrol do que o vinho branco devido ao contato prolongado com a casca durante a produção, especialistas não recomendam o consumo da bebida como estratégia para aumentar a ingestão do composto.
Isso porque o álcool oferece riscos à saúde que superam os possíveis benefícios do resveratrol.
Já a fruta inteira fornece fibras e outros nutrientes importantes sem os efeitos prejudiciais associados às bebidas alcoólicas.
Qual uva é a melhor escolha?
Quem deseja consumir uma maior quantidade de antocianinas e antioxidantes pode optar pelas uvas vermelhas, roxas ou pretas.
Ainda assim, especialistas destacam que a melhor escolha é aquela que favorece o consumo regular de frutas dentro de uma alimentação equilibrada.
Alternar entre diferentes cores de uva também é uma forma simples de ampliar a ingestão de compostos vegetais benéficos.
Na prática, tanto a uva verde quanto a vermelha podem fazer parte de uma dieta saudável, sem necessidade de excluir qualquer uma delas.
Por: Informativo em Foco



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