Uso prolongado do celular pode afetar postura, olhos, sono, músculos, mãos e aumentar o comportamento sedentário. Veja seis possíveis efeitos.
Checar mensagens, responder notificações e navegar pelas redes sociais fazem parte da rotina de milhões de pessoas. O problema pode surgir quando o celular passa a ocupar uma parcela excessiva do dia e o corpo permanece por longos períodos na mesma posição.
Estudos citados pelo site Your Tango apontam que o uso prolongado do aparelho pode estar relacionado a diferentes efeitos físicos. Além do aumento do comportamento sedentário e da redução do tempo dedicado a outras atividades, olhos, pescoço, ombros, mãos e até o sono podem ser afetados.
Confira seis alterações que podem aparecer com o uso excessivo do celular.
1. Dores no pescoço e alterações na postura
Inclinar a cabeça constantemente para olhar a tela pode sobrecarregar a musculatura do pescoço e da parte superior das costas.
A Mayo Clinic associa esse comportamento ao chamado "pescoço tecnológico", relacionado à postura adotada durante o uso de celulares e outros dispositivos.
Quanto mais tempo a cabeça permanece projetada para a frente, maior tende a ser a tensão sobre os músculos da região.
2. Tensão nos ombros
Os ombros também podem sofrer com a repetição de uma postura inadequada durante muitas horas.
Ficar curvado sobre o aparelho tende a aumentar a tensão muscular e pode favorecer dores e desconfortos.
Fazer pequenas pausas, alongar o corpo e se movimentar ao longo do dia são medidas que podem ajudar a reduzir a sobrecarga.
3. Cansaço e irritação nos olhos
Concentrar-se na tela por períodos prolongados pode fazer com que a pessoa pisque menos do que o habitual.
Isso pode contribuir para olhos secos, irritados e cansados. O esforço para manter o foco por muito tempo também pode favorecer desconforto visual e dores de cabeça.
Alternar o olhar entre a tela e objetos mais distantes e fazer intervalos ao longo do dia pode ajudar a reduzir o esforço ocular.
4. Sono prejudicado
Levar o celular para a cama e continuar usando o aparelho pouco antes de dormir pode interferir no descanso.
Além de prolongar o período acordado, o hábito pode dificultar o início do sono e prejudicar sua qualidade.
Uma das recomendações citadas é interromper o uso do celular pelo menos 30 minutos antes de se deitar.
5. Mais sedentarismo e problemas musculares
O problema nem sempre está diretamente no aparelho, mas no tempo que ele mantém a pessoa parada.
Passar várias horas sentado ou deitado utilizando o celular reduz a movimentação diária e pode contribuir para a perda de condicionamento e o aumento do comportamento sedentário.
A longo prazo, permanecer pouco ativo também pode trazer consequências para a saúde cardiovascular e muscular.
6. Desconforto nas mãos e nos punhos
Dedos, mãos, punhos e antebraços também podem ser sobrecarregados pelo uso repetitivo do celular.
A região mais afetada depende da maneira como o aparelho é segurado e dos movimentos realizados com maior frequência.
Manter o punho dobrado por muito tempo ou segurar o dispositivo com força pode aumentar a tensão sobre músculos e articulações, provocando dor ou desconforto.
Variar a posição das mãos, fazer pausas e reduzir períodos prolongados de uso contínuo pode ajudar a diminuir a sobrecarga provocada pelo celular.
Por: Informativo em Foco



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