Anuário aponta crescimento de furtos de celulares na Paraíba e revela dados sobre estelionato e crimes envolvendo aparelhos.
A Paraíba registrou aumento nos casos de furtos de celulares em 2025, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026. O estado contabilizou 4.799 ocorrências, contra 3.174 registradas em 2024, representando crescimento de 51% no período.
O levantamento aponta que o aumento corresponde a 1.625 furtos de celulares a mais em um ano. A taxa do crime também apresentou alta, passando de 76 para 115 ocorrências por 100 mil habitantes.
Além dos furtos, o anuário analisou os registros de estelionato no estado. A Paraíba apresentou uma taxa aproximada de 250 casos para cada 100 mil habitantes, número abaixo da média nacional, que chegou a 1.059,43 ocorrências por 100 mil habitantes no período analisado.
O estudo considera como estelionato tanto os crimes cometidos de forma tradicional quanto aqueles praticados em ambientes digitais. Conforme o Código Penal Brasileiro, o crime ocorre quando uma pessoa é enganada e levada ao erro com o objetivo de obter vantagem ilícita, causando prejuízo financeiro à vítima.
Segundo o levantamento, os casos de estelionato também estão relacionados aos crimes envolvendo celulares, já que os aparelhos podem dar acesso a aplicativos bancários, redes sociais e informações pessoais das vítimas.
Em relação aos roubos de celulares, a Paraíba apresentou redução em 2025. Foram registrados 1.598 casos, contra 2.082 em 2024, uma queda de 23,3%. A taxa passou de 50,2 para 38,4 roubos por 100 mil habitantes.
Mesmo com a redução dos roubos, o estado teve aumento no indicador que reúne roubos e furtos de celulares. A Paraíba registrou crescimento de 21% em 2025, ficando atrás apenas do Rio de Janeiro, que apresentou alta de 22%. De acordo com o anuário, os demais estados tiveram redução nesse indicador.
Ao todo, a Paraíba contabilizou 6.397 ocorrências de roubos e furtos de celulares em 2025. Os dados reforçam a relação entre a criminalidade envolvendo aparelhos móveis e outros delitos, como o estelionato, devido ao acesso a informações e serviços digitais das vítimas.
Por: Informativo em Foco



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