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1.7.26

Neurocientista revela quatro hábitos de sono que podem favorecer a longevidade

 Especialista afirma que dormir bem vai além da quantidade de horas e destaca a importância da regularidade, do sono profundo e da investigação da apneia do sono.

Dormir bem é um dos pilares para um envelhecimento saudável e pode contribuir para reduzir o risco de diversas doenças ao longo da vida. No entanto, segundo o neurocientista Matthew Walker, apenas atingir o número recomendado de horas de sono não é suficiente para garantir esses benefícios.

Em entrevista ao HuffPost UK, o especialista explicou que o sono desempenha um papel importante na saúde, mas alertou contra promessas exageradas.

“O sono está associado a um envelhecimento mais saudável, e a biologia nos dá bons motivos para isso, mas desconfie de quem vende o sono como uma solução milagrosa para a longevidade”, afirmou.

Confira os quatro hábitos destacados pelo especialista.

Mantenha horários regulares para dormir

Mais do que a quantidade de horas dormidas, a regularidade dos horários pode ser um fator determinante para a saúde.

Segundo Walker, estudos mostram que dormir e acordar aproximadamente no mesmo horário todos os dias está associado a melhores resultados de saúde a longo prazo.

“A regularidade dos horários de sono tem se mostrado um poderoso indicador de saúde a longo prazo. Em algumas análises, é até mais forte do que o total de horas dormidas”, explicou.

Durma entre sete e nove horas por noite

A recomendação para a maioria dos adultos é dormir entre sete e nove horas diariamente.

De acordo com o neurocientista, a privação crônica de sono está relacionada ao aumento do risco de doenças cardiovasculares, alterações metabólicas e enfraquecimento do sistema imunológico.

“Dormir pouco de forma crônica está associado a doenças cardiovasculares, distúrbios metabólicos e comprometimento da função imunológica”, destacou.

Preserve o sono profundo

O sono profundo, também conhecido como sono não-REM, corresponde a cerca de um quarto do período total de descanso e desempenha funções essenciais para o cérebro e o organismo.

Segundo Walker, essa fase tende a diminuir com o avanço da idade, tornando ainda mais importante adotar hábitos que favoreçam sua qualidade.

Entre as recomendações estão manter o quarto em temperatura agradável, evitar o consumo de bebidas alcoólicas à noite e buscar exposição à luz natural nas primeiras horas da manhã.

Atenção ao ronco e às pausas na respiração

O especialista também faz um alerta para pessoas que roncam intensamente ou apresentam interrupções na respiração durante o sono.

Esses sinais podem indicar apneia do sono, condição que aumenta o risco de doenças cardiovasculares e problemas cognitivos quando não tratada.

“A apneia do sono não tratada é um fator real de risco cardiovascular e cognitivo a longo prazo, além de ser comum e subdiagnosticada. Se esse for o seu caso ou o do seu parceiro, procure um médico”, orientou.

Sono de qualidade faz parte de um estilo de vida saudável

Especialistas reforçam que manter uma rotina de sono adequada, associada à alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e controle do estresse, é uma das estratégias mais importantes para promover qualidade de vida, preservar a saúde do cérebro e favorecer um envelhecimento mais saudável.

Por: Redação Informativo em Foco

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