Especialistas alertam para sintomas discretos do câncer de ovário e esclarecem mitos sobre a doença. Diagnóstico precoce é fundamental.
O diagnóstico precoce é um dos principais fatores para aumentar as chances de sucesso no tratamento do câncer de ovário. No entanto, os primeiros sinais da doença costumam ser discretos e facilmente confundidos com problemas de saúde comuns, o que pode atrasar a identificação do tumor.
Em entrevista ao site HealthShots, a oncologista Nanditha Sesikeran explicou que os sintomas iniciais geralmente são vagos e, por isso, muitas mulheres recebem o diagnóstico apenas em estágios mais avançados da doença.
Sintomas persistentes merecem atenção
Entre os principais sinais de alerta está o inchaço abdominal persistente, principalmente quando não melhora mesmo após mudanças na alimentação.
A especialista também destaca a dor pélvica ou abdominal, frequentemente confundida com cólicas menstruais ou desconfortos gastrointestinais. Outro sintoma que pode indicar a presença da doença é a sensação de saciedade precoce ou dificuldade para se alimentar, causada pela pressão de uma possível massa na região abdominal.
Além disso, a necessidade frequente de urinar também pode estar relacionada ao câncer de ovário, embora muitas vezes seja confundida com infecções do trato urinário.
Segundo a oncologista, o principal sinal de alerta é a persistência dos sintomas.
"Embora episódios ocasionais de inchaço ou desconforto sejam normais, sintomas que durem mais de duas semanas devem motivar uma avaliação médica", afirmou.
Especialistas esclarecem mitos sobre a doença
A médica Mônica Pires, presidente da seção de ginecologia oncológica da Sociedade Portuguesa de Ginecologia, também esclareceu algumas crenças comuns sobre o câncer de ovário.
Câncer de ovário não atinge apenas mulheres idosas
Embora a doença seja mais frequente entre mulheres de 60 a 70 anos, ela pode surgir em qualquer faixa etária. Alguns tipos específicos de tumores ovarianos costumam aparecer em mulheres mais jovens.
Ausência de histórico familiar não elimina o risco
Segundo a especialista, a maior parte dos casos ocorre de forma esporádica, sem histórico familiar conhecido. Ainda assim, mulheres com familiares que tiveram câncer de mama ou outros tumores associados a mutações genéticas podem apresentar maior risco de desenvolver câncer de ovário.
Nessas situações, a avaliação genética pode ser indicada, especialmente quando há casos diagnosticados em idade precoce.
Vacina contra HPV não previne câncer de ovário
Outro mito esclarecido pela especialista diz respeito à vacina contra o HPV. Apesar de proteger contra diversos tipos de câncer relacionados ao Papilomavírus Humano, como os de colo do útero, vulva, vagina, ânus e alguns tumores da garganta, o imunizante não oferece proteção contra o câncer de ovário.
De acordo com Mônica Pires, a doença não está associada à infecção pelo HPV e, por isso, não pode ser prevenida por meio da vacinação.
Por Redação: Informativo em Foco



0 commentarios:
Postar um comentário