Pelo menos 920 pessoas morreram e mais de 3 mil ficaram feridas após dois fortes terremotos atingirem a Venezuela na quarta-feira (24). A tragédia, considerada uma das mais graves enfrentadas pelo país nos últimos anos, provocou destruição em diversas regiões e levou o governo a decretar estado de emergência.
Os dois tremores ocorreram com intervalo de apenas 39 segundos e causaram danos em edifícios, moradias e na infraestrutura de diferentes cidades. As dificuldades de comunicação com algumas das áreas mais afetadas também prejudicaram a divulgação das primeiras informações oficiais.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, fez um pronunciamento à população mais de duas horas após os terremotos. Durante o discurso, ela pediu união entre os venezuelanos, decretou estado de emergência e anunciou que o comandante da Guarda Nacional, general Juan Ernesto Sulbarán, ficará responsável por coordenar a resposta à crise.
Rodríguez esteve acompanhada pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, e pelo ministro do Interior, Diosdado Cabello. Segundo o governo, as equipes de emergência seguem trabalhando nas operações de resgate, assistência às vítimas e avaliação dos danos causados pelos tremores.
A tragédia ocorre menos de seis meses após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro por forças norte-americanas. Desde então, Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina do país.
Durante o pronunciamento, a presidente destacou as dificuldades enfrentadas pela Venezuela em razão da infraestrutura deteriorada. Segundo o texto, anos de escassez, problemas de gestão e limitações na produção de materiais de construção contribuíram para aumentar a vulnerabilidade de edifícios e moradias diante do desastre.
O governo também informou que houve mudanças recentes em áreas estratégicas da administração pública, com a substituição de militares por profissionais civis em ministérios ligados à habitação e ao setor elétrico.
Além da atuação das equipes nacionais, Delcy Rodríguez agradeceu o apoio oferecido por governos estrangeiros. Entre os países citados estão os Estados Unidos, República Dominicana, El Salvador e Chile, que manifestaram solidariedade e colocaram ajuda à disposição da Venezuela.
Segundo a presidente interina, a cooperação internacional será fundamental para reforçar as operações de socorro às vítimas e acelerar o processo de recuperação das regiões atingidas.
Enquanto as buscas por sobreviventes continuam, milhares de famílias enfrentam um cenário de destruição, incerteza e luto. As autoridades seguem contabilizando os prejuízos materiais e monitorando a situação nas áreas afetadas pelos terremotos.
Por: Redação Informativo em Foco



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