As operações de resgate continuam mobilizando equipes de emergência na Venezuela após os dois fortes terremotos que atingiram o país na quarta-feira (24). Bombeiros, socorristas, moradores e familiares seguem trabalhando na busca por sobreviventes entre os escombros de prédios que desabaram em Caracas, La Guaira e outras cidades da região central.
Segundo o balanço oficial divulgado até a manhã desta quinta-feira (26), ao menos 589 pessoas morreram e mais de 2,9 mil ficaram feridas. As autoridades, no entanto, alertam que o número de vítimas pode aumentar à medida que os trabalhos de busca avançam.
Os dois terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com intervalo de apenas 39 segundos em uma área de falhas geológicas, fator que ampliou os danos e a destruição.
Moradores das regiões mais afetadas relatam dificuldades enfrentadas pelas equipes de resgate. O estudante Antoan Marín afirmou que a falta de equipamentos especializados tem dificultado a retirada de vítimas presas sob os escombros.
Segundo ele, muitos socorristas estão realizando os resgates com recursos limitados, enquanto moradores ajudam nas buscas de forma improvisada.
Na cidade de La Guaira, uma das mais atingidas pelo desastre, moradores denunciaram que diversas áreas permaneceram sem atendimento imediato das equipes de emergência, enquanto dezenas de pessoas aguardavam socorro presas entre os destroços.
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram edifícios residenciais e comerciais completamente destruídos, além de familiares procurando parentes desaparecidos.
O jornalista Román Camacho também registrou cenas da tragédia em La Guaira. Entre elas, o caso de Amir Infante, jovem que permaneceu preso sob blocos de concreto aguardando resgate. Horas depois, foi confirmada sua morte.
Em outro momento registrado durante as buscas, moradores localizaram pessoas vivas sob os escombros enquanto pediam ajuda para retirá-las em segurança.
Apesar das dificuldades, alguns resgates emocionaram o país. Entre eles, o salvamento de um bebê encontrado com vida sob os destroços e o resgate de três irmãos pequenos em La Guaira, que conseguiram deixar os escombros com o auxílio das equipes de emergência e de moradores.
As autoridades acreditam que ainda haja centenas de pessoas vivas presas em edifícios que desabaram, mantendo as operações de busca em ritmo intenso.
Durante visita à região afetada, o vice-presidente para Assuntos Políticos, Segurança Cidadã e Paz, Diosdado Cabello, informou que mais de 70 mil famílias foram afetadas apenas no estado de La Guaira.
Segundo ele, mais de 100 prédios desabaram completamente, principalmente nas cidades de Caraballeda e Catia La Mar, consideradas as áreas mais atingidas pela tragédia.
Cabello explicou que o uso de máquinas pesadas precisa ser feito com cautela para evitar riscos aos sobreviventes que ainda possam estar presos sob os escombros.
A situação também preocupa profissionais da saúde. O médico Franklin Rodriguez relatou que os principais hospitais da região operam acima da capacidade, enfrentando escassez de medicamentos, insumos e estrutura para atender ao grande número de vítimas.
Além dos desabamentos, moradores relataram momentos de desespero durante os tremores. Em Caracas, pessoas ficaram presas em andares altos de edifícios sem energia elétrica e precisaram aguardar até que fosse possível deixar os imóveis com segurança.
Enquanto as equipes seguem procurando sobreviventes, a população enfrenta um cenário de destruição, incerteza e esperança de encontrar mais pessoas com vida entre os escombros.
Por: Redação Informativo em Foco









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