Fernando Cunha Lima retorna ao Presídio Especial Valentina de Figueiredo após fim da prisão domiciliar concedida por motivos de saúde.
O pediatra Fernando Cunha Lima retornou ao Presídio Especial Valentina de Figueiredo, em João Pessoa, após o encerramento do período de prisão domiciliar que cumpria desde dezembro do ano passado. Condenado por estupro de vulnerável contra crianças atendidas em seu consultório, o médico voltou à unidade prisional enquanto aguarda nova avaliação sobre sua situação de saúde.
Segundo o advogado de defesa, Aécio Farias, Fernando Cunha Lima deverá permanecer alguns dias no presídio até que seja analisada a necessidade de concessão de uma nova prisão domiciliar. O benefício anterior foi autorizado com base em problemas de saúde apresentados pelo condenado.
A situação judicial do pediatra se agravou recentemente após uma nova condenação. Na terça-feira (2), a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba ampliou sua pena ao reconhecê-lo culpado por estupro de vulnerável contra mais uma vítima.
Com a nova decisão, a pena total passou de 22 anos e cinco meses para 32 anos e 17 dias de prisão. Atualmente, Fernando Cunha Lima acumula condenações por estupro de vulnerável contra cinco vítimas durante atendimentos médicos realizados em seu consultório.
O médico se tornou réu em agosto de 2024, quando a Justiça da Paraíba aceitou a primeira denúncia apresentada contra ele. Na ocasião, porém, o pedido de prisão foi negado.
Em novembro de 2024, a Polícia Civil cumpriu um mandado de busca e apreensão em seu apartamento, mas não conseguiu localizá-lo para efetuar a prisão. Após o episódio, ele passou a ser considerado foragido.
A captura ocorreu apenas em março de 2025, quando Fernando Cunha Lima foi encontrado em Pernambuco na companhia de familiares.
Além das condenações relacionadas aos atendimentos médicos, o pediatra também foi denunciado por sobrinhas por supostos abusos sexuais. No entanto, segundo os relatos apresentados, os fatos teriam ocorrido há muitos anos e os casos foram considerados prescritos, fazendo com que elas participassem do processo apenas como testemunhas.
Com o fim da prisão domiciliar em junho, Fernando Cunha Lima volta ao sistema prisional enquanto sua defesa busca uma nova avaliação médica para analisar a possibilidade de retorno ao regime domiciliar.



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