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29.6.26

Câncer de ovário: sintomas silenciosos podem atrasar diagnóstico; especialistas alertam para sinais e desmentem mitos

 O diagnóstico precoce é um dos principais fatores para aumentar as chances de sucesso no tratamento do câncer de ovário. No entanto, os sintomas iniciais da doença costumam ser discretos e facilmente confundidos com problemas de saúde comuns, o que pode retardar a identificação do câncer.

Em entrevista ao site HealthShots, a oncologista Nanditha Sesikeran explicou que os primeiros sinais da doença são frequentemente ignorados.

"Os sintomas iniciais são sutis, vagos e facilmente confundidos com problemas de saúde comuns. Essa ausência de sinais de alerta claros faz com que muitas mulheres sejam diagnosticadas apenas em estágios mais avançados, quando o tratamento se torna mais complexo e os resultados menos favoráveis", afirmou.

Principais sintomas do câncer de ovário

Entre os sinais que merecem atenção está o inchaço abdominal persistente, principalmente quando não melhora mesmo após mudanças na alimentação.

Outro sintoma recorrente é a dor pélvica ou abdominal, frequentemente confundida com cólicas menstruais ou problemas gastrointestinais.

A especialista também destaca a sensação de saciedade precoce ou dificuldade para se alimentar, que pode indicar a presença de uma massa em crescimento na região abdominal.

Além disso, a vontade frequente de urinar também pode ser um sinal de alerta, embora muitas vezes seja confundida com infecções do trato urinário.

Segundo a oncologista, o principal fator de atenção é a persistência dos sintomas.

"Embora episódios ocasionais de inchaço ou desconforto sejam normais, sintomas que durem mais de duas semanas devem motivar uma avaliação médica", orientou.

Especialistas esclarecem mitos sobre a doença

A presidente da seção de Ginecologia Oncológica da Sociedade Portuguesa de Ginecologia, Mônica Pires, também alertou para informações incorretas que ainda cercam o câncer de ovário.

Mito 1: O câncer de ovário afeta apenas mulheres idosas

Embora seja mais frequente entre mulheres de 60 a 70 anos, a especialista destaca que a doença pode surgir em qualquer faixa etária, especialmente em alguns tipos específicos de tumores que acometem mulheres mais jovens.

Mito 2: Quem não tem histórico familiar não corre risco

Segundo Mônica Pires, a maior parte dos casos ocorre de forma esporádica, sem histórico familiar conhecido.

Entretanto, famílias com casos de câncer de mama ou outros tumores relacionados a mutações genéticas podem apresentar maior risco para o desenvolvimento da doença. Nesses casos, a avaliação genética pode ser indicada.

Mito 3: A vacina contra o HPV protege contra o câncer de ovário

A especialista esclarece que a vacina contra o HPV não previne o câncer de ovário.

A imunização é eficaz na prevenção de tumores associados ao Papilomavírus Humano (HPV), como os cânceres de colo do útero, vulva, vagina, ânus e alguns tipos de câncer de garganta.

"O câncer de ovário não está relacionado à infecção por HPV e, portanto, não pode ser prevenido pela vacina", explicou.

Atenção aos sinais

Especialistas reforçam que sintomas persistentes não devem ser ignorados. A procura por avaliação médica diante de sinais que permanecem por mais de duas semanas pode contribuir para um diagnóstico mais precoce e aumentar as possibilidades de tratamento eficaz.

Por: Informativo em Foco

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