Governo Trump afirma que delegado da PF tentou manipular sistema migratório dos EUA; caso envolve prisão de Alexandre Ramagem.
O governo de Donald Trump afirmou nesta segunda-feira (20) que um funcionário brasileiro teria atuado para manipular o sistema de imigração dos Estados Unidos. A declaração envolve o delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho, que atuava como adido em Miami e participou de um caso relacionado à prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem.
Segundo informações apuradas, Marcelo Ivo de Carvalho exercia a função de oficial de ligação da Polícia Federal junto ao ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA) em Miami. Ele esteve envolvido no episódio que resultou na prisão de Alexandre Ramagem na semana passada. O ex-deputado foi detido pela agência americana e liberado dois dias depois.
Em publicação nas redes sociais, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil afirmou que “nenhum estrangeiro pode manipular o sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição ou prolongar caças às bruxas políticas em território” americano. O governo também informou que solicitou a saída do funcionário brasileiro do país.
A Polícia Federal declarou que não foi oficialmente notificada sobre o pedido relacionado à saída de Marcelo Ivo. Ainda assim, o delegado retorna ao Brasil nesta terça-feira (21), conforme fontes da corporação.
O caso ocorre após a própria Polícia Federal ter informado que houve cooperação entre Brasil e Estados Unidos na ação envolvendo Ramagem. No entanto, um documento do Departamento de Segurança Interna dos EUA apontava que o ex-deputado estava com o visto vencido, o que poderia justificar uma deportação.
Após ser liberado, Alexandre Ramagem publicou um vídeo nas redes sociais agradecendo à alta cúpula do governo Trump. Ele afirmou que entrou legalmente no país, com passaporte e visto válidos, e que posteriormente solicitou asilo, alegando estar em situação regular nos Estados Unidos.
Marcelo Ivo havia sido designado para o posto em Miami em março de 2023, com previsão inicial de dois anos, posteriormente prorrogada até agosto de 2026. No entanto, em março deste ano, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, determinou sua substituição pela delegada Tatiana Torres, decisão anterior à prisão de Ramagem.
De acordo com fontes da PF, a saída do delegado dos Estados Unidos foi acelerada após o episódio envolvendo o ex-deputado e a pressão exercida pelo governo americano. A substituição, no entanto, já estava prevista dentro do cronograma da corporação.



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