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12.2.26

Estudo cria terapia que elimina câncer de pâncreas

Pesquisa na PNAS mostra terapia tripla eficaz contra câncer de pâncreas em camundongos e aponta caminho para novos ensaios clínicos.

Um estudo publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences e conduzido pelo Centro Nacional de Pesquisa do Câncer, da Espanha, desenvolveu uma terapia que se mostrou eficaz na eliminação do câncer de pâncreas em camundongos. Apesar de ainda estar em fase experimental, a pesquisa pode abrir caminho para novas abordagens terapêuticas.

Segundo o EurekAlert, a estratégia combinou três medicamentos e conseguiu eliminar com sucesso o tumor pancreático em um grupo de animais. Em comunicado, os autores afirmam que os resultados “abrem caminho para o desenvolvimento de novas terapias combinadas que podem melhorar a sobrevivência de pacientes com adenocarcinoma ductal pancreático, o tipo mais comum de câncer de pâncreas”, além de definirem o rumo para novos ensaios clínicos.

De acordo com o estudo, os primeiros medicamentos aprovados para tratar esse tipo de câncer surgiram apenas em 2021, como alternativa à quimioterapia convencional. Esses fármacos atuam bloqueando o KRAS, gene presente em cerca de 90% dos casos. A equipe espanhola buscou inibir a atuação do KRAS em três pontos distintos e, após a remoção genética de três células, observou resultados considerados bastante positivos.

A terapia desenvolvida combina um inibidor experimental de KRAS (daraxonrasib), um medicamento já aprovado para determinados adenocarcinomas de pulmão (afatinibe) e um degradador de proteínas (SD36). Segundo os pesquisadores, a terapia tripla induziu regressão robusta dos tumores experimentais, evitou o surgimento de resistência tumoral e foi bem tolerada pelos animais.

Apesar dos resultados promissores, os cientistas ressaltam que ainda não é possível iniciar ensaios clínicos em humanos. “Embora resultados experimentais como os descritos aqui nunca tenham sido obtidos antes, ainda não estamos em condições de iniciar ensaios clínicos com a terapia tripla”, explicou Mariano Barbacid, responsável pela equipe. Ele acrescentou que, mesmo com as limitações atuais, os achados podem abrir caminho para novas opções terapêuticas e melhorar o prognóstico clínico no futuro.

O câncer de pâncreas é considerado um dos tumores mais agressivos e de difícil diagnóstico precoce, principalmente pela ausência de sintomas nas fases iniciais. Em declaração ao jornal Daily Express, a médica Alexis Missick, do UK Meds, afirmou que sinais como perda de peso inexplicável, icterícia — caracterizada por olhos e pele amarelados — e dores nas costas ou no estômago não devem ser ignorados.

Segundo a médica, a perda de peso pode ocorrer porque a doença compromete a digestão adequada dos alimentos. Já a icterícia surge quando o tumor bloqueia os ductos biliares, alterando o fluxo da bile e provocando urina escura e fezes claras. Dores que vão e voltam e se intensificam após as refeições ou ao se deitar também podem indicar a presença do tumor, tendendo a piorar com o crescimento da doença.

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