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21.2.26

Brasil confirma 48 casos de mpox em 2026

Ministério da Saúde confirma 48 casos de mpox em 2026; maioria está em São Paulo. Não há registro de mortes no país.

O Brasil registrou 48 casos confirmados de mpox em 2026, segundo dados atualizados do Ministério da Saúde. A maior concentração está em São Paulo, com 41 ocorrências, seguido por Rio de Janeiro (3), Distrito Federal (1), Rondônia (1), Santa Catarina (1) e Rio Grande do Sul (1). Não há registro de mortes neste ano.

De acordo com a pasta, os casos predominam em quadros leves ou moderados. Em todo o ano de 2025, o país contabilizou 1.079 diagnósticos e dois óbitos. O governo federal afirma manter vigilância ativa e informa que o Sistema Único de Saúde (SUS) está preparado para diagnóstico e manejo clínico, além de realizar rastreamento de contatos por 14 dias para interromper cadeias de transmissão.

A orientação é que pessoas com erupções cutâneas, febre e linfonodos inchados procurem atendimento médico e mantenham isolamento até avaliação.

Em São Paulo, o painel do Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde (Nies) aponta 44 casos confirmados em 2026, número três acima do informado pelo governo federal. Segundo o sistema estadual, foram registradas 185 notificações no período, sendo 71 suspeitas, 57 descartadas e uma classificada como provável. A Secretaria Estadual da Saúde afirma que monitora continuamente o cenário epidemiológico, com identificação precoce, testagem, investigação e acompanhamento clínico dos casos, além do rastreamento de contactantes.

A mpox, anteriormente conhecida como monkeypox, é causada por vírus do gênero orthopoxvirus, o mesmo da varíola. A doença existe há décadas em países da África, principalmente na República Democrática do Congo, mas ganhou notoriedade mundial a partir de 2022, com o início de um surto global que segue até hoje.

Os sintomas iniciais incluem febre, dor de cabeça, dores no corpo, cansaço e aumento dos linfonodos. Em seguida, pode surgir fase eruptiva, com lesões progressivas na pele que passam de avermelhadas a vesículas, depois crostas. As lesões podem atingir face, região genital, perianal, palmas das mãos, plantas dos pés e mucosas. Casos graves podem evoluir com manifestações neurológicas e oculares.

A transmissão ocorre principalmente por contato físico direto com lesões antes da cicatrização, seja em relações sexuais ou não. Também pode ocorrer por contato com fluidos corporais, objetos contaminados e, menos frequentemente, por gotículas respiratórias. O período de incubação varia de poucos dias a cerca de três semanas. Especialistas alertam que o isolamento deve ser mantido até a completa cicatrização das lesões.

Segundo médicos ouvidos na reportagem, a população de maior risco inclui homens que fazem sexo com homens, pessoas que vivem com HIV/Aids, imunossuprimidos, crianças pequenas e gestantes. Atualmente, o tratamento é feito com terapia de suporte, já que estudos sobre medicamentos específicos não apresentaram a efetividade esperada.

A principal forma de prevenção é a vacinação, disponível no SUS para maiores de 18 anos que vivem com HIV/Aids, usuários de PrEP e profissionais de saúde com risco de exposição. Infectologistas alertam para a baixa cobertura vacinal e para o aumento de casos suspeitos e confirmados, inclusive de variantes como o clado 1b.

No pronto-socorro do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, especialistas reforçam que, ao identificar lesões na pele associadas ou não a febre e dores no corpo, é fundamental evitar contato com outras pessoas e procurar avaliação médica. Além da vacinação, mudanças comportamentais em relação a parcerias sexuais e uso de equipamentos de proteção em ambientes hospitalares são medidas recomendadas para conter a transmissão.

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