Em entrevista, Trump diz que eleição na Venezuela não ocorrerá nos próximos 30 dias e anuncia planos de abrir petróleo do país a empresas americanas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (5) que a Venezuela não realizará eleições nos próximos 30 dias, defendendo a necessidade de "revitalizar o país" antes de um pleito. Em entrevista à NBC News, o republicano também anunciou planos para abrir a indústria petrolífera venezuelana a empresas americanas, enquanto indicou que manterá influência sobre o país com apoio de integrantes de seu governo.
Segundo Trump, os Estados Unidos não estão em guerra com a Venezuela, mas com traficantes de drogas. O presidente repetiu retórica usada em campanhas anteriores, afirmando que as operações têm o objetivo de combater criminosos, viciados e doentes mentais enviados aos EUA.
A entrevista ocorreu após a posse da chavista Delcy Rodríguez como líder interina da Venezuela nesta segunda, para um mandato inicial de 90 dias. Delcy declarou lealdade a Nicolás Maduro e qualificou a operação americana como uma "agressão militar ilegítima", sem indicar disposição de ceder às exigências de Washington. Trump, porém, afirmou que Delcy estaria cooperando com os EUA e que sanções contra ela poderiam ser suspensas em breve.
O presidente também comentou sobre a operação militar de sábado (3), que envolveu cerca de 200 soldados americanos e resultou na captura de Maduro, causando a morte de pelo menos 40 pessoas entre guarda-costas, militares e civis venezuelanos. Nenhum soldado dos EUA foi morto. Trump negou que a facilidade da ação tenha ocorrido devido a um acordo secreto com setores do regime.
Além disso, Trump anunciou intenção de permitir que empresas americanas retornem à indústria petrolífera venezuelana, nacionalizada desde os anos 1970, e estimou que o projeto de modernização da extração poderia ser concluído em 18 meses, embora especialistas considerem que se trataria de uma iniciativa de décadas. Ele indicou que os investimentos seriam parcialmente subsidiados pelo governo americano.
Segundo a imprensa americana, líderes das maiores petroleiras dos EUA – Exxon, ConocoPhilips e Chevron – se reunirão na quinta-feira (8) com o secretário de Energia do governo Trump, Chris Wright, para discutir o retorno das companhias à Venezuela.





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