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10.1.26

EUA ampliam bloqueio naval e apreendem navio com petróleo venezuelano

Forças dos EUA interceptam petroleiro no Caribe e reforçam bloqueio contra exportações de petróleo da Venezuela.

Os Estados Unidos ampliaram nesta sexta-feira (9) o bloqueio naval contra a venda de petróleo da Venezuela ao abordar e apreender mais um navio no Caribe. A ação é a quinta desde o início da campanha conduzida pelo presidente Donald Trump, iniciada em dezembro, com o objetivo de impedir a exportação do produto venezuelano.

 

Forças americanas interceptaram o petroleiro Olina próximo à costa de Trinidad e Tobago, nas imediações do território venezuelano. Segundo agências de notícias, a embarcação retornava de uma viagem à China, onde autoridades dos EUA suspeitam que tenha transportado petróleo de Caracas.

 

Dados de monitoramento marítimo indicam que o Olina navega sob bandeira do Timor Leste, característica associada à chamada “frota fantasma”, formada por navios que utilizam registros e identidades pouco claras para contornar sanções internacionais. O petroleiro, com 252 metros de comprimento, havia deixado o porto chinês de Liuheng em 19 de dezembro.

 

De acordo com o jornal Wall Street Journal, o Olina já teria realizado transportes de petróleo e derivados russos em outras ocasiões e estava sob sanções. A interceptação ocorreu dois dias após a operação mais ampla da atual crise, quando forças americanas concluíram uma perseguição de duas semanas ao petroleiro Marinera, que chegou a mudar de nome e adotar a bandeira da Rússia na tentativa de evitar a apreensão.

 

Além de capturar o Marinera próximo à costa da Islândia, os Estados Unidos reforçaram a vigilância no Atlântico Norte ao deslocar para o Reino Unido aviões de patrulha e de sensoriamento remoto, com o objetivo de identificar embarcações envolvidas no transporte de petróleo.

 

A Rússia classificou a apreensão como ato de pirataria, mas não reivindicou oficialmente o Marinera. Pelo menos três marinheiros russos que estavam a bordo já foram libertados. Paralelamente, Moscou realizou o segundo uso, no contexto da Guerra da Ucrânia, do míssil Orechnik, interpretado como uma sinalização militar aos Estados Unidos.

 

Segundo monitores de tráfego marítimo, ao menos 15 embarcações desligaram seus transponders — equipamento de rastreamento por satélite — na tentativa de escapar do bloqueio. Analistas russos estimam que pelo menos três desses navios naveguem sob bandeira da Rússia.

 

O governo Trump não indicou recuo na estratégia. No sábado anterior, a campanha de pressão contra a Venezuela teve um desdobramento marcante com uma ação militar em Caracas que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Ambos foram levados a Nova York, onde serão julgados sob acusação de narcoterrorismo, embora os termos do indiciamento tenham sido alterados.

 

Antes da apreensão do Olina, os EUA já haviam interceptado os petroleiros Marinera e Sophia, este último no Caribe, além do Skipper, em 10 de dezembro, que transportava petróleo venezuelano para Cuba, e do Centuries, apreendido em 20 de dezembro.

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