Trabalhadores da FUP aprovam greve nacional a partir de segunda após rejeitarem contraproposta da Petrobras para o acordo coletivo.
Trabalhadores vinculados à FUP (Federação Única dos Petroleiros) aprovaram, nesta quarta-feira (10), uma greve nacional a partir da 0h de segunda-feira (15). A decisão veio após a Petrobras apresentar uma contraproposta para o acordo coletivo de trabalho considerada insuficiente pela categoria. Os sindicatos irão notificar a estatal sobre a paralisação na sexta-feira (12). Segundo a FUP, as votações seguem até quinta-feira (11), mas as aprovações já garantem a deflagração da greve.
Além da paralisação, está prevista uma vigília de aposentados e pensionistas nesta quinta-feira em frente ao Edifício Senado, sede da Petrobras no Rio de Janeiro. A empresa foi procurada, mas não respondeu até a publicação do texto.
A FUP afirma que a proposta da Petrobras não atende aos três eixos defendidos pelos trabalhadores: retomada de direitos retirados em gestões anteriores, distribuição mais justa dos resultados da companhia e fim dos PEDs (Planos de Equacionamento de Déficit) da Petros, fundo de pensão dos funcionários. A entidade também critica o reajuste salarial de 0,5%, considerado inferior ao concedido por outras estatais.
Enquanto isso, sindicatos ligados à FNP (Federação Nacional dos Petroleiros) decidirão até quinta-feira se aderem à greve. A FUP representa cerca de 25 mil empregados e opera 61% das unidades da Petrobras, enquanto a FNP opera 80% da extração de petróleo do país e reúne mais de 50 mil trabalhadores. A FNP destaca que as negociações com a Petrobras já somam 103 dias sem avanço em temas como trabalho remoto e melhorias para aposentados e pensionistas.
A última paralisação da categoria ocorreu em março deste ano, com duração de 24 horas, quando os petroleiros protestaram contra mudanças no home office, redução da PLR e exigiram contratações, plano integrado de carreiras e melhores condições para prestadores de serviços.
A mobilização atual pode afetar plataformas e refinarias. A greve é por tempo indeterminado e, segundo Eduardo Henrique, secretário-geral da FNP, a duração pode impactar a produção de petróleo. Após a aprovação da greve, as entidades devem notificar a Petrobras para negociar um plano de contingência, que define o número de funcionários necessários para manter operações essenciais. A estatal costuma acionar equipes de contingência formadas por profissionais de gestão e chefia para reduzir os impactos no curto prazo.



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