Diplomatas brasileiros vão visitar nesta sexta os 12 ativistas detidos por Israel da flotilha Global Sumud, que tentava levar ajuda a Gaza.
Itamaraty enviará diplomatas para visitar brasileiros detidos por Israel
O Itamaraty confirmou que diplomatas brasileiros visitarão, nesta sexta-feira (3), os brasileiros detidos por Israel após a interceptação da flotilha Global Sumud. O anúncio foi feito pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, em reunião com parlamentares nesta quinta-feira (2), em Brasília.
De acordo com a chancelaria, a visita ocorrerá somente na sexta em razão do feriado de Yom Kippur, data sagrada do judaísmo. A flotilha foi interceptada na quarta-feira (1º).
Brasileiros detidos
Segundo a organização do movimento, ao menos 12 brasileiros foram detidos. Entre eles estão:
Thiago Ávila (ativista)
Mariana Conti (vereadora de Campinas – PSOL)
Luizianne Lins (deputada federal – PT)
Gabriele Tolotti (presidente do PSOL no RS)
Além deles, integram a lista: Ariadne Telles, Bruno Gilga, Lisiane Proença, Lucas Gusmão, Magno Costa, Mansur Peixoto, Mohamad El Kadri e Nicolas Calabrese.
Situação indefinida
Os organizadores informaram que não há contato com dois brasileiros: o cineasta Miguel de Castro, que estava no barco Catalina, e o ativista João Aguiar, no veleiro Mikeno. Ambos podem ter sido detidos, mas ainda não há confirmação.
Já o fotojornalista Hassan Massoud não foi capturado, pois estava no barco Shein, ao lado de advogados e jornalistas, que não entrou na área de risco.
Reações oficiais
O Itamaraty divulgou nota condenando a interceptação. Segundo o texto, a ação militar de Israel viola direitos e coloca em risco a integridade física dos manifestantes. “No contexto dessa operação militar condenável, passa a ser de responsabilidade de Israel a segurança das pessoas detidas”, declarou a pasta.
Em resposta, o Ministério de Relações Exteriores de Israel afirmou que os ativistas “estão a caminho de Israel com segurança e tranquilidade” e que passarão por procedimentos de deportação para a Europa. O órgão, contudo, não especificou os países de destino.
A publicação israelense foi acompanhada por uma fotografia de Thiago Ávila ao lado da ativista sueca Greta Thunberg, também integrante da flotilha.
O governo de Tel Aviv reiterou ainda que nenhuma embarcação conseguiu romper o bloqueio e advertiu que outro barco, ainda distante, também será impedido se tentar avançar para a zona de combate.



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