Polícia Civil apreende armas e munições de uso restrito durante operação em Soledade. Advogado é preso em flagrante e caso segue sob investigação.
A Polícia Civil da Paraíba prendeu em flagrante um advogado durante a Operação Oplotheke, deflagrada neste domingo (11), no município de Soledade. A ação foi realizada pelo Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), com o cumprimento de um mandado de busca e apreensão relacionado à destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) que morreu recentemente.
Segundo as investigações, o filho do falecido, que é advogado e reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem comunicar o óbito aos órgãos competentes ou adotar as providências legais para a destinação do armamento.
Durante as buscas na residência do investigado, os policiais apreenderam duas espingardas, sendo uma de calibre 12, registrada em nome do falecido, e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas munições de uso restrito e de outros calibres, além de materiais utilizados para recarga.
Polícia apreende armas e munições de diferentes calibres
Entre os materiais recolhidos durante a operação estavam munições dos calibres 7,62, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, classificados no material divulgado como de uso restrito. Os policiais também encontraram munições dos calibres .380, 12 e .22, além de insumos para recarga.
De acordo com a Polícia Civil, aproximadamente dez armas estavam cadastradas em nome do falecido junto à Polícia Federal. Entretanto, apenas uma delas foi localizada durante a ação policial.
O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas continuam sob investigação. As autoridades buscam esclarecer as circunstâncias envolvendo a guarda do armamento e a destinação do acervo após a morte do proprietário.
Advogado foi preso em flagrante
O advogado foi preso em flagrante por suspeita de posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e de munições de uso restrito.
Em razão da condição profissional do investigado, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento e assegurar as prerrogativas legais da advocacia.
Conforme as informações divulgadas pela Polícia Civil, não foi arbitrada fiança na esfera policial diante das circunstâncias da ocorrência.
A investigação prossegue para esclarecer a origem das munições, localizar as armas que não foram encontradas e apurar as responsabilidades relacionadas ao caso.
Operação Oplotheke faz referência a arsenal de armas
O nome da operação tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas. A denominação faz referência ao conjunto de armamentos e munições que estava sob guarda do investigado e foi apreendido durante o cumprimento do mandado judicial.
A ação integra a investigação sobre a destinação de armas pertencentes a um CAC falecido e sobre o cumprimento das exigências legais para a manutenção desse tipo de acervo.
Regras para armas de fogo deixadas por CAC falecido
Conforme as orientações citadas no material divulgado, o administrador da herança ou inventariante tem prazo de 90 dias para comunicar o falecimento do CAC à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro.
Enquanto a situação não é regularizada, o armamento deve permanecer sob a guarda do responsável legal, em local seguro. Herdeiros não podem utilizar ou portar as armas sem a devida regularização.
A destinação do acervo deve seguir os procedimentos legais aplicáveis, e as circunstâncias envolvendo as armas apreendidas em Soledade continuam sendo apuradas pela Polícia Civil.
Por: Informativo em Foco



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