Estupro em maternidade: maridos eram retirados da sala de parto por anestesista

 Pelo menos três mulheres contam terem apagado após cirurgia cesariana com médico preso.

Um fato que chama a atenção de pacientes do anestesista Giovanni Quintella Bezerra, de 31 anos, preso na noite de domingo após estuprar uma mulher no momento da cesárea, é a prática recorrente do médico mandar os maridos saírem da sala de parto após o nascimento dos bebês. Isso teria acontecido, pelo menos, com três mulheres ouvidas pelo GLOBO. Uma delas, que deu à luz há pouco mais de um mês no Hospital da Mulher de São João de Meriti, fez registro de ocorrência na polícia na manhã desta terça-feira. Com medo, ela prefere não se identificar.

— Foi no dia 3 de junho, no Hospital da Mulher. Eu fiz uma cesárea, e quando acabou o parto ele (o anestesista) mandou que o meu marido saísse da sala. O Giovanni disse que me daria um sedativo para eu relaxar. Eu perguntei o motivo. Eu disse a ele que havia chegado ao hospital com uma gravidez de risco, sem líquido amniótico, e que havia feito transfusão de sangue e estava com pressão alta — relata a mulher, que trabalha como cuidadora e tem 37 anos.

Ela lembra a resposta do médico:

— Ele disse que estava tudo bem, para eu ficar tranquila e para eu relaxar. Quando ele aplicou a medicação, eu apaguei. Só lembro quando ele passou, estava limpando as mãos, não sei o movimento. Antes disso eles entregaram o bebê para meu marido. Ele saiu, e eu fiquei. Depois fui retirada da sala pelas enfermeiras. É muito delicado dizer o que senti. A gente não entra na sala de cirurgia e pensa que vai ser abusada. A gente fica numa situação tão vulnerável, dependente dele. Não sei o que aconteceu comigo. O que me deixou preocupada foi a sedação, o apagão, por eu já ter passado por uma cesariana e não ter apagado. Não imaginava que poderia sofrer um abuso. Eu tomei um susto quando vi a imagem dele na TV. Ele foi apresentado a mim antes da minha cirurgia. Só quero saber se ele fez algo comigo no apagão. Será que fui abusada? — questiona a mulher.

A cuidadora, horrorizada com a cena do vídeo que mostra Giovanni estuprando na mesa de cirurgia uma mulher completamente dopada, acrescenta:

— Não tem desculpas para o que ele fez.

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