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Bolsonaro rebate cobranças por apoio à Ucrânia: 'Estou do lado da paz'

 Presidente admitiu que 'apanhou muito' por ter viajado para Rússia antes de início da guerra.

O presidente Jair Bolsonaro rebateu nesta quarta-feira as cobranças feitas pelo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que criticou a posição de "neutralidade" brasileira em relação ao conflito com a Rússia. Bolsonaro reconheceu que "apanhou muito" após sua viagem a Moscou em fevereiro, pouco antes do conflito eclodir, mas manteve sua posição de permanecer "do lado da paz".

O imbróglio começou na segunda, quando Bolsonaro conversou por telefone com Zelensky, que disse ter defendido durante a conversa que o Brasil aplicasse sanções contra a Rússia. O presidente brasileiro, contudo, repete há semanas que as medidas impostas pelos Estados Unidos e seus aliados ocidentais não funcionam.

Tradicionalmente, o Brasil adere apenas a sanções impostas pela ONU. Como a Rússia é membro permanente do Conselho de Segurança, tem o poder de barrar qualquer tentativa de sancioná-la pela invasão do país vizinho.

Na noite de terça, contudo, em uma entrevista exclusiva à TV Globo, o ucraniano criticou a posição de "neutralidade" em relação ao conflito defendida por Bolsonaro. Falando pela primeira vez com veículos latino-americanos, ele disse que a falta de posicionamento "permitiu a fascistas engolir metade da Europa na Segunda Guerra" e que não entende como alguém pode se manter neutro diante do conflito.

Em conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada, na manhã desta quarta, Bolsonaro recordou que membros do governo recomendaram que ele não viajasse para a Rússia, já que já havia a chance de início do conflito. Ele desembarcou no dia 15 de fevereiro, nove dia antes da eclosão da guerra, dizendo ser solidário à Rússia, mas mantendo uma posição de uma solução pacífica.

— Vá para a Rússia ou não? Se dependesse de quem tá do meu lado, eu não iria. Não, se mantenha neutro, a Rússia pode invadir a Ucrânia. Eu fui para Rússia. Resolvi a questão do fertilizante — disse ele.

Em seguida, o presidente rebateu as críticas:

— Apanhei muito porque fui para a Rússia. (Dizem) "Tem que estar do lado da Ucrânia…". Estou do lado da paz. Se eu tivesse como resolver a guerra, já teria resolvido.

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