Lula fala em tirar militares em cargos comissionados se vencer eleição para presidente

 Segundo TCU, Bolsonaro dobrou a quantidade de militares em cargos civis em comparação com governo Temer, com mais de 6 mil em junho de 2020. Ex-presidente fez declaração em evento da CUT, em São Paulo.

Pré-candidato pelo PT nas eleições à Presidência em outubro, Lula (PT) declarou nesta segunda-feira (4) que irá retirar do governo os militares que ocupam cargos comissionais caso seja eleito. A declaração ocorreu em evento da CUT, no centro da capital paulista.

"Nós vamos ter que começar o governo sabendo que nós temos que tirar quase 8 mil militares que estão em cargos de pessoas que não prestaram concurso. Vamos ter que tirar", disse o petista.

Segundo ele, é preciso traçar compromisso, caso contrário a proposta não será implantada. "Isso não pode ser motivo de bravata, isso tem que ser motivo de construção. Porque se a gente fizer bravata, a gente pode não fazer".

Jair Bolsonaro mais do que dobrou a quantidade de militares em cargos civis durante o seu governo, conforme levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU).

Em junho de 2020, por exemplo, o TCU identificou 6.157 militares da ativa e reserva em atuação no governo frente aos 2.765 que ocupavam postos similares em 2018, durante o governo de Michel Temer.

O Ministério da Defesa considerava apenas 3.029 integrantes das Forças Armadas no governo, pois só levou em consideração aqueles que fazem parte da ativa. A maioria respondia ao próprio Ministério da Defesa e ao Gabinete de Segurança Institucional, o GSI.

O discurso durou pouco mais de uma hora e, dentre os temas, Lula falou da reforma trabalhista, criticou o governo de Jair Bolsonaro e o Congresso Nacional.

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