Na Paraíba, etanol está em média R$ 2,04 mais barato do que a gasolina

 Historicamente, a diferença ficava em torno de R$ 1,00. Em João Pessoa, a diferença de preço entre etanol e gasolina chega a R$ 2,60.

De acordo com um levantamento realizado nesta terça-feira (15) pelo Sindicato da Indústria de Fabricação do Álcool na Paraíba (Sindalcool-PB), o preço do etanol hidratado no estado está em média R$2,04 mais barato do que a gasolina. Historicamente, esse valor ficava em torno de R$ 1,00. Após o reajuste de cerca de 20% no valor da gasolina anunciado pela Petrobrás, o biocombustível mantém sua competitividade e vem atraindo cada vez mais a preferência do motorista.

João Pessoa lidera o ranking das cidades com a maior margem. Na capital, a diferença entre os menores preços praticados de etanol e gasolina chega a R$ 2,60. Os consumidores de todo o estado podem consultar os postos onde o etanol está mais em conta por meio do site “Preço da Hora”: precodahora.pb.gov.br . 

Na tabela abaixo, segue a relação dos menores preços praticados e a diferença entre os valores dos combustíveis:

Fonte: Sindalcool-PB (levantamento de 15/03/2022)

Segundo o Sindalcool-PB, a Paraíba tem estoque de etanol para abastecer até cinco vezes o mercado interno. No que depender das usinas, haverá uma estabilidade de preços, mas a composição do preço ao consumidor do etanol depende de vários fatores.

“Os preços no mercado de combustíveis oscilam e os produtores pouco ou nada conseguem alterar nos fluxos de maior ou menor demanda. Volatilidade é o nome desse processo. Nesta terça-feira, o aumento de casos de Covid-19 na China gerou retração e a perspectiva de negociações forçadas da Rússia em relação à invasão da Ucrânia fizeram os preços do petróleo Brent caírem para 100 dólares o barril, uma redução de 40 dólares em relação ao dia 14 de março”, explica o presidente-executivo do Sindalcool-PB, Edmundo Barbosa. 

Barbosa também destacou os benefícios da priorização do biocombustível. No ano passado, o biocombustível foi responsável por evitar 387 mil toneladas de gases do efeito estufa na Paraíba. 

 “A Petrobras informou ao mercado que não aumentará as suas importações além das cotas das distribuidoras, um sinal de que o abastecimento deve continuar a depender dos importadores. Então, quanto ao etanol, devemos deixar de lado as comparações de preço e antes de mais nada avaliar com justiça o valor desse biocombustível e os ganhos do País ao evitar importações de gasolina através do abastecimento com o etanol. Lá fora, o conflito pode se complicar ou apaziguar. Aqui, temos etanol para reduzir 90% da emissões de CO2, mais do que tudo para gerar empregos e saúde para a população. Cada vez mais os consumidores compreendem a importância da mobilidade sustentável, ou seja, se locomover sem poluir, sem prejudicar as outras pessoas na qualidade do ar. A saúde é bem maior e não tem preço”, disse o executivo. 

Velha regra da diferença de 70% não deve ser utilizada como parâmetro 

Algumas pessoas ainda se baseiam pela “velha regra” da diferença de 70% nos preços, que ensinava que só valeria a pena abastecer com etanol se o biocombustível estivesse a 70% do preço da gasolina. 

Segundo o Sindalcool-PB, essa regra é ultrapassada e não deve ser considerada como único parâmetro. A antiga regra do 70% só se refere ao poder calorífico entre os combustíveis, não em relação ao rendimento.

Com os avanços e melhorias nos motores flex, os veículos passaram a fazer uma maior quilometragem com o uso do etanol. Hoje em dia, o consumidor deve levar em conta o consumo energético do seu carro. Para isso, basta pesquisar a média de consumo do carro e o valor médio do combustível. Com os números em mãos, divide-se o preço pelo consumo. 

“Pensar melhor sobre o consumo ajuda a ganhar mais. O consumo dos automóveis varia, essa antiga proporção dos 70% deve ser substituída pelo custo do quilômetro rodado com cada tipo de combustível. Se o veículo faz 10 quilômetros com um litro, o preço do litro do combustível deve ser dividido pelo consumo para saber quanto custa cada quilômetro rodado. Em geral, a diferença é irrisória e muitos consumidores optam pelo etanol para evitar os malefícios da gasolina para a vida útil do motor”, ressalta Edmundo.

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