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10.7.19

Comida pode viciar e não basta força de vontade para evitá-la: veja as mais viciantes

Disciplina e foco são fundamentais para quem deseja perder peso, já que todo o processo de emagrecimento exige mudanças nos hábitos alimentares, o que inclui abandono de determinadas comidas que, geralmente, são saborosas e trazem até mesmo felicidade, como as ultraprocessadas.

Comidas ultraprocessadas têm efeito viciante

Alimentos ultraprocessados são aqueles produzidos em escala industrial, repletas de aditivos e “ingredientes” com nomes estranhos que não conhecemos. Sorvete, pizza, bolo, biscoitos recheados e refrigerantes são alguns exemplos de comidas ultraprocessadas que, além de prejudicar a saúde e a dieta, ainda têm efeito viciante.
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De acordo com um estudo publicado pelo periódico científico PLOS ONE, comidas altamente processadas, com gorduras adicionadas e/ou carboidratos refinados, foram associadas a maior perda de controle, gosto, prazer e desejo na alimentação.
Para algumas pessoas, o centro de recompensa e prazer do cérebro, que pode ser desencadeado pelo uso de drogas que causam dependência, como cocaína e heroína, também pode ser ativado por certos alimentos, especialmente os com alto conteúdo em açúcar, gordura ou sal. Ou seja, os ultraprocessados.
Africa Studio/Shutterstock© Africa Studio/Shutterstock Africa Studio/Shutterstock
Como as drogas que causam dependência, estas comidas provocam bem-estar porque resultam na produção de substâncias químicas no cérebro, como a dopamina. Uma vez que o prazer é experimentado com o consumo de alimentos ultraprocessados, sentiremos a necessidade de comer novamente, criando o vício.
Apesar de notar os efeitos negativos na saúde e na dieta, quem fica “viciado” em alimentos ultraprocessados não consegue abrir mão das opções com simples “força de vontade”. Algo semelhante acontece com pessoas dependentes de drogas.

Como identificar um alimento ultraprocessado

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Uma maneira bastante simples de saber se um produto no mercado é ultraprocessado é observar a lista de ingredientes no rótulo, explica a nutricionista Sophie Deram. As comidas ultraprocessadas apresentam em sua composição itens com nomes estranhos, que certamente você não terá na sua cozinha, como:
  • Gordura vegetal hidrogenada (gordura trans)
  • Xaropes
  • Isolados proteicos
  • Agentes de massa
  • Espessantes
  • Emulsificantes
  • Corantes
  • Aromatizantes
  • Realçadores de sabor
Segundo a profissional, esses ingredientes normalmente fazem parte de vários tipos de biscoitos, sorvetes, balas, cereais açucarados, bolos, misturas para bolo, barras de cereal, macarrão, temperos instantâneos, molhos prontos, salgadinhos, refrescos e refrigerantes, iogurtes adoçados, bebidas energéticas, produtos congelados, entre outros.
Além de ser um possível desencadeador de obesidade, uma vez que cria um comportamento alimentar patológico, a comida ultraprocessada ainda é relacionada a diversas doenças, incluindo tipos de câncer.
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Um estudo realizado pela Universidade Sorbonne, em Paris, acompanhou 105 mil pessoas durante o período de cinco anos e descobriu que quanto mais comidas processadas elas consumiam, maiores eram os riscos de câncer. Uma dieta com aumento de 10% no consumo de alimentos do gênero resultava na elevação de 12% nas chances de desenvolver a doença.
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