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28.6.18

CNI/IBOPE: Bolsonaro e Marina Silva lideram intenções de voto em cenário sem Lula

Se as eleições fossem hoje, Jair Bolsonaro (PSL) e Marina Silva (Rede) liderariam as intenções de voto dos brasileiros para o primeiro turno das eleições presidenciais. Na pesquisa estimulada, em que se apresentou ao eleitor uma lista de candidatos, sem o nome do ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, o candidato do PSL teria 17% das intenções de voto e Marina Silva, 13%. Isto significa que Bolsonaro e Marina Silva estão tecnicamente empatados, pois a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Em seguida, também tecnicamente empatados, apareceriam Ciro Gomes (8%) e Geraldo Alckmin (6%). Álvaro Dias teria 3% das intenções de votos, Fernando Collor de Mello (PTC) e Fernando Haddad (PT) ficariam com 2%. Os candidatos Manuela D´Ávila, João Amôedo, Rodrigo Maia, Henrique Meirelles, João Goulart Filho, Flávio Rocha, Guilherme Boulos, Levy Fidelix teriam 1%. Os candidatos Valéria Monteiro, Aldo Rebelo, Paulo Rabello de Castro e Guilherme Afif Domingos não atingiriam 1% das intenções de voto cada um. Os votos brancos e nulos somariam 33% e os que não sabem ou não responderam chegaria a 8%. As informações são da pesquisa CNI-Ibope, divulgada nesta quinta-feira (28) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
“É importante destacar que as candidaturas à Presidência da República ainda não estão oficialmente definidas. Os cenários testados foram construídos com base nos prováveis nomes para a disputa, citados na mídia e/ou informados pelos partidos políticos”, alerta a CNI.
Ainda na pesquisa estimulada, desta vez com o nome de Lula, o ex-presidente ficaria em primeiro lugar, com 33% dos votos. Em seguida, com 15%, chegaria Jair Bolsonaro. Marina Silva teria 7% das intenções de voto, Ciro Gomes e Geraldo Alckmin ficariam com 4% dos votos cada e Álvaro Dias alcançaria 2%. Os demais candidatos – Fernando Collor de Mello (PTC), João Goulart Filho (PPL), João Amôedo, Levy Fidelix (PRTB), Manuela D´Ávila (PCdoB) e Flávio Rocha (PRB) – ficariam com 1% cada. O número de votos brancos e nulos chegaria a 22% e o dos que não sabem ou não responderam seria de 6%.
No disco apresentado aos entrevistados também constavam os nomes de Aldo Rebelo (SD), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB), Guilherme Afif Domingos (PSD), Paulo Rabello de Castro (PSC), Rodrigo Maia (DEM) e Valéria Monteiro (PMN), porém, esses não alcançam 1% e, juntos, somam 2% das intenções de voto.
Na pesquisa espontânea, Lula também chegaria na frente dos demais candidatos e teria 21% dos votos no primeiro turno. Em segundo lugar, ficaria Jair Bolsonaro (PSL), com 11%, seguido por Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede), ambos com 2% dos votos. Os demais candidatos Álvaro Dias (Podemos), Geraldo Alckmin (PSDB) e João Amôedo (Novo) teriam 1% cada. Na escolha espontânea, os votos brancos e nulos somariam 31% e o os que não sabem ou não responderam alcançaria 28%. Isso significa que 59% dos eleitores não indicaram um candidato.
Cerca de um terço dos eleitores disseram que não votariam de jeito nenhum em Fernando Collor de Mello (32%), Jair Bolsonaro (32%) e Lula (31%). Geraldo Alckmin foi citado por 22%, Ciro Gomes e Marina Silva por 18% cada um.
Áreas de atuação
A pesquisa CNI-Ibope também mostra como os brasileiros avaliam a atuação do governo em nove áreas. Mais de 75% dos entrevistados reprovam as políticas e ações do governo. A pior avaliação é para a área de impostos, em que 92% desaprovam as ação do governo. Em seguida, com 89% de desaprovação aparece a taxa de juros.
O combate ao desemprego é reprovado por 87% e as ações na área de saúde são desaprovadas por 88% da população. As políticas e medidas na segurança pública são reprovadas por 83% dos brasileiros.
Popularidade do Governo Temer
A pesquisa CNI-Ibope também mostra que aumentou a insatisfação com o governo do presidente Michel Temer. O número de entrevistados que avalia o governo como ruim ou péssimo subiu de 72% em março para 79% em junho. Foi a pior avaliação do governo desde o início do mandato de Temer. Apenas 4% consideram o governo ótimo ou bom.
A confiança no presidente e a avaliação da maneira de governar também diminuíram de março para junho, mas os resultados oscilaram dentro da margem de erro. O número de pessoas que confiam no presidente caiu de 8% em março para 6% em junho. O percentual dos que não confiam subiu de 89% para 92%. O número dos que aprovam a maneira de governar de Michel Temer recuou de 9% para 7% e o dos que desaprovam aumentou de 87% para 90%.
De acordo com a pesquisa, 63% dos brasileiros acreditam que o governo de Michel Temer é pior do que o de Dilma Rousseff. Esse número cresce para 78% na região Nordeste. Além disso, 74% da população acreditam que o final do atual governo será ruim ou péssimo. No Nordeste, o percentual sobe para 83%.
Esta edição da pesquisa CNI-Ibope ouviu 2 mil pessoas em 128 municípios, entre os dias 21 a 24 de junho. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-02265/2018.
Todas as informações são de responsabilidade da CNI/IBOPE
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