Polícia Civil e MPPB deflagram operação em João Pessoa contra grupo suspeito de homicídios e de controlar área em Gramame.
Uma operação da Polícia Civil da Paraíba e do Ministério Público da Paraíba (MPPB) foi deflagrada nesta quarta-feira (7) para investigar uma organização criminosa suspeita de envolvimento em homicídios e de exercer controle sobre uma área na região de Irmã Dulce e localidades próximas, no bairro de Gramame, em João Pessoa.
De acordo com as investigações, o grupo teria utilizado ameaças, violência armada e outros mecanismos de intimidação para manter o domínio da região e amedrontar moradores.
Ao todo, a Justiça expediu 16 mandados de prisão preventiva e 13 mandados de busca e apreensão domiciliar, que estão sendo cumpridos durante a operação.
Investigação apura homicídios e desaparecimentos
A ação é coordenada pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa da Capital (DHPP-JP), em conjunto com o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público da Paraíba. A operação também conta com o apoio da UNINTELPOL.
As apurações apontam que a organização criminosa é investigada por diversos homicídios. Conforme os investigadores, alguns dos casos apresentam relatos de decapitações e ocultação de cadáveres.
Além dos assassinatos, a investigação busca esclarecer possíveis desaparecimentos que podem estar relacionados à atuação do grupo na região.
Grupo teria estrutura organizada
Os elementos reunidos durante a investigação indicam que a violência teria sido utilizada para preservar o domínio territorial, intimidar moradores e atingir pessoas consideradas adversárias ou que contrariassem os interesses da organização.
As diligências também apontaram, segundo os investigadores, a existência de uma estrutura organizada para a prática dos crimes, com divisão de funções entre os integrantes e utilização de recursos destinados a dificultar a atuação das forças de segurança.
As investigações continuam para esclarecer os homicídios e os demais crimes apurados, além de individualizar a participação de cada um dos investigados nos fatos.
Por: Informativo em Foco



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