Levantamento baseado em pesquisas indica que a bancada feminina no Senado pode passar de 15 para 22 integrantes após as eleições de 2026.
A bancada feminina do Senado Federal pode passar de 15 para 22 integrantes após as eleições de 2026, segundo levantamento do Estadão baseado nas pesquisas eleitorais mais recentes. Se os números considerados pelo levantamento se confirmarem nas urnas, as mulheres ocuparão 27,1% das 81 cadeiras da Casa.
Das 54 vagas do Senado que estarão em disputa neste ano, 16 aparecem no levantamento como possíveis cadeiras destinadas a mulheres. As eleições de 2026 renovam dois terços do Senado, com dois representantes eleitos em cada estado e no Distrito Federal para mandatos de oito anos.
O levantamento do Estadão considerou as duas primeiras colocações das pesquisas mais recentes da Quaest em cada estado e no Distrito Federal, divulgadas entre 22 e 25 de setembro. Para o Piauí, foram utilizados dados do Atlas publicados em 29 de setembro.
Os próprios números indicam que o cenário ainda pode sofrer alterações. Há um volume considerável de votos brancos, nulos e eleitores que ainda não definiram seus candidatos em vários estados. Por isso, os levantamentos são indicativos das intenções de voto e não representam previsões dos resultados das eleições.
Disputa feminina pelo Senado
De acordo com o levantamento, candidatas aparecem nas primeiras posições das pesquisas em dez estados e no Distrito Federal. A capital federal apresenta uma situação específica, já que as projeções apontam a possibilidade de duas mulheres ocuparem as duas vagas em disputa.
No Distrito Federal, Michelle Bolsonaro (PL) aparece com 26% das intenções de voto na pesquisa Quaest divulgada em 23 de setembro. A senadora Leila do Vôlei (PDT), que busca a reeleição, registra 19%. Erika Kokay (PT) e Bia Kicis (PL) aparecem com 15% cada.
Além das candidatas que estão nas duas primeiras posições, outras 12 mulheres aparecem fora das vagas nas pesquisas, mas dentro da margem de erro de três pontos percentuais. Entre os nomes citados estão Simone Tebet (PSB-SP), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Mara Rocha (Republicanos-AC), Luizianne (Rede-CE), Maguinha Malta (PL-ES), Rose de Freitas (MDB-ES), Cristina Graeml (PSD-PR), Samanda de Lula (PT-RN), Mariana Carvalho (Republicanos-RO) e Helena da Asatur (PSD-RR), além de Eliziane Gama (PT-MA) e Soraya Thronicke (PSB-MS).
Nomes que podem chegar ao Senado
A renovação prevista para 2027 também pode levar novas parlamentares à Casa. Entre os nomes citados estão quatro ex-primeiras-damas: Gracinha Caiado (União-GO), Marina JHC (PSDB-AL), Rayssa Furlan (Podemos-AP) e Michelle Bolsonaro.
Segundo as pesquisas consideradas no levantamento, Leila do Vôlei e Zenaide Maia (PSD-RN) aparecem entre as senadoras que disputam a reeleição. Já Eliziane Gama e Soraya Thronicke são citadas entre as atuais senadoras que podem não permanecer na Casa.
Também estão entre as candidatas cotadas para retornar ao Senado Marina Silva (Rede-SP), ex-ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, além das ex-governadoras do Rio de Janeiro Benedita da Silva (PT-RJ) e do Maranhão Roseana Sarney (MDB-MA).
Mudanças nas candidaturas
Entre as atuais senadoras que poderiam disputar a reeleição, algumas mudaram de estratégia eleitoral. Daniella Ribeiro (PP-PB), por exemplo, deixou de disputar uma vaga como cabeça de chapa e passou a ocupar a suplência do candidato ao Senado Nabor Wanderley (Republicanos-PB), ex-prefeito de Patos e pai do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
A mudança ocorreu em meio à aliança voltada à reeleição de Lucas Ribeiro (PP) ao governo da Paraíba, segundo as informações apresentadas no levantamento.
Dra. Eudócia (PSDB-AL), que assumiu o mandato após Rodrigo Cunha (Podemos-AL) renunciar para disputar a vice-prefeitura de Maceió em 2024, também concorrerá novamente como suplente, desta vez na chapa de Marina JHC.
Outra mudança envolve Mara Gabrilli (PSD-SP), vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado, que lançou candidatura à Assembleia Legislativa de São Paulo.
Roberta Acioly (Republicanos-RR), por sua vez, disputa uma vaga na Câmara dos Deputados. Ivete da Silveira (MDB-SC) decidiu não concorrer.
Entre os demais nomes citados como possíveis novas integrantes do Senado estão Caroline de Toni (PL-SC), Sílvia Cristina (PP-RO), Marília Arraes (PDT-PE), Manuela D’Ávila (PSOL-RS), Marília Campos (PT-MG), Teresa Surita (MDB-RR) e Janaína Riva (MDB-MT).
Atualmente, o Senado possui 15 mulheres entre seus 81 integrantes. Para 2026, o Tribunal Superior Eleitoral registrou 69 candidaturas femininas ao cargo, de um total de 314 ou 315 candidaturas, conforme a data e a base de dados considerada. As mulheres representam cerca de 22% dos registros.
Por: Informativo em Foco



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