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19.10.26

Documentário do Rouge estreia em 2026 e revela bastidores do grupo



 Documentário do Rouge tem estreia prevista para 2026 e vai revisitar a história do grupo, incluindo polêmicas, divergências e bastidores.

A história do Rouge ganhará um novo capítulo com o lançamento de um documentário previsto para 2026. A produção vai revisitar a trajetória de um dos grupos femininos mais populares do pop brasileiro dos anos 2000, desde a formação no reality musical Popstars, do SBT, até os bastidores que marcaram a carreira das cinco integrantes.

A novidade foi confirmada pela diretora Tatiana Issa, que respondeu a um seguidor nas redes sociais e antecipou que o projeto está a caminho. “Vem aí, sim, e vai ser emocionante”, afirmou a cineasta.

Apesar da expectativa dos fãs, a produção também foi marcada por questões delicadas envolvendo a participação das artistas, divergências sobre a narrativa e decisões tomadas durante as negociações.

Li Martins fica de fora após morte do marido

Uma das principais ausências no documentário será a de Li Martins. A cantora decidiu não participar do projeto após a morte do marido, JP Mantovani, em setembro de 2025, vítima de um acidente de moto.

Embora já tivesse assinado os documentos necessários para participar da produção, Li optou por se afastar durante o período de luto. As gravações começaram em 2025 e avançaram com as demais integrantes, mesmo sem a presença da artista.

Outro fator que marcou a decisão foi o desconforto em relação à maneira como a história do Rouge seria contada. Segundo informações publicadas pelo Popline, Li já havia demonstrado preocupação com a possibilidade de outra pessoa conduzir a narrativa sobre a trajetória do grupo.

A cantora defendia que as próprias integrantes tivessem autonomia para contar suas experiências e decidir como os acontecimentos seriam apresentados ao público.

A produção respeitou a decisão, considerando também o momento pessoal vivido pela artista, e continuou o trabalho com as demais integrantes.

Lu Andrade negociou condições para participar

As negociações também envolveram exigências relacionadas à abordagem de assuntos delicados da história do Rouge. Lu Andrade, nome artístico de Luciana Andrade, foi a última integrante a assinar o contrato de participação.

Entre as condições apresentadas pela cantora estavam restrições à abordagem de brigas internas e críticas diretas à sua postura durante a trajetória do grupo.

As partes chegaram a um acordo para evitar que qualquer uma das integrantes fosse retratada como vilã na narrativa do documentário.

Aline Wirley e Karin Hils aderiram ao projeto inicialmente. Fantine Thó, por sua vez, demonstrou resistência no começo, pois acreditava que Lu Andrade não participaria da produção.

A assinatura do contrato por Luciana, meses depois, voltou a tornar o ambiente mais sensível entre as artistas. Mesmo assim, o acordo sobre a forma de conduzir a narrativa foi mantido.

Ex-empresária do Rouge não será mencionada

Outro ponto que entrou nas negociações foi a decisão de não mencionar Elisabetta Zenatti, ex-empresária do grupo, ao longo da série documental.

As integrantes acusam a antiga empresária de impor jornadas de trabalho exaustivas, oferecer pagamentos baixos e negligenciar a saúde mental das cantoras durante o período em que administrou a carreira do Rouge.

Zenatti ocupa atualmente o cargo de vice-presidente de conteúdo da Netflix Brasil. De acordo com as informações divulgadas sobre os bastidores da produção, esse vínculo profissional também teria influenciado as decisões jurídicas relacionadas ao projeto.

O documentário pretende revisitar a trajetória do grupo, mas as decisões sobre os temas abordados demonstram que a reconstrução dessa história envolve diferentes perspectivas e questões ainda delicadas para as artistas.

Rouge marcou o pop brasileiro nos anos 2000

Formado em 2002, por meio do programa Popstars, exibido pelo SBT, o Rouge reuniu Aline Wirley, Fantine Thó, Karin Hils, Li Martins e Lu Andrade.

O grupo surgiu em parceria com a Sony Music, em um período no qual bandas como Spice Girls, Destiny’s Child, Backstreet Boys e NSync tinham grande destaque no mercado internacional.

No Brasil, as cinco cantoras conquistaram rapidamente o público e transformaram o projeto em um fenômeno comercial. Ao longo da carreira, o Rouge vendeu cerca de 6 milhões de cópias e recebeu certificações que incluíram três discos de ouro, três de platina e um de platina dupla, conforme a Pro-Música Brasil.

O sucesso também se refletiu em turnês, campanhas publicitárias, produções audiovisuais e produtos licenciados. Com músicas que marcaram uma geração, o grupo ajudou a ampliar a presença de formações pop femininas no cenário musical brasileiro.

Entretanto, a trajetória foi interrompida em 2006, quando o Rouge chegou ao fim em meio a polêmicas e desentendimentos entre as integrantes. Depois da separação, cada cantora seguiu seu próprio caminho na música, na televisão e em outros projetos artísticos.

Produção reúne Warner Bros. Discovery e Producing Partners

O documentário é uma coprodução da Producing Partners com a Warner Bros. Discovery. Tatiana Issa assina a direção e divide a produção executiva com Guto Barra.

Pela Warner Bros. Discovery, a supervisão do projeto está a cargo de Mariano César, Sergio Nakasone, Adriana Cechetti e Marina Pedral.

Com estreia prevista para 2026, a produção promete revisitar momentos importantes da história do Rouge e apresentar detalhes dos bastidores de um grupo que conquistou milhões de fãs.

A expectativa é que o documentário relembre o impacto musical das cinco integrantes e os acontecimentos que marcaram sua trajetória. Ao mesmo tempo, a ausência de Li Martins e as divergências sobre a abordagem de determinados episódios evidenciam os desafios de reconstruir a história de um fenômeno do pop brasileiro sob diferentes pontos de vista.

Por: Informativo em Foco

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