Ana Maria Braga revelou que fez um aborto por dificuldades financeiras, defendeu a legalização e relembrou momentos marcantes de sua vida.
Ana Maria Braga, de 77 anos, revelou que já realizou um aborto em um período de dificuldades financeiras e afirmou que não sente culpa pela decisão. Em entrevista à revista Veja, publicada nesta sexta-feira (16), a apresentadora relatou que enfrentava problemas para se sustentar e acreditava não ter outra alternativa naquele momento da vida.
Ao falar sobre a experiência, Ana Maria afirmou que o procedimento foi negativo, mas aproveitou o relato para defender a legalização do aborto. Para ela, a decisão de continuar ou não uma gestação deve caber à mulher, sem interferência do Estado.
“Sim, fiz e foi péssimo. Não recomendo”, declarou a apresentadora. Em seguida, explicou as circunstâncias que influenciaram sua escolha. “Embora não fosse muito nova, naquele momento da vida ainda nem conseguia me sustentar direito e achava que não tinha outro caminho. Não guardo culpa”, afirmou.
Ana Maria Braga defende liberdade de escolha das mulheres
Apesar de ter descrito a experiência como difícil, Ana Maria Braga defendeu que as mulheres tenham autonomia para decidir sobre a própria gestação. A apresentadora destacou a importância da liberdade individual e se posicionou favoravelmente à legalização do aborto.
Na avaliação da artista, a decisão de levar uma gravidez adiante deve ser tomada pela própria mulher, considerando suas circunstâncias e escolhas pessoais. O posicionamento foi apresentado durante a entrevista, na qual ela também abordou experiências afetivas e questões familiares.
Apresentadora fala sobre experiências com mulheres
Durante a conversa com a Veja, Ana Maria também comentou que já considerou a possibilidade de se relacionar com mulheres, especialmente em uma fase em que estava desacreditada dos homens.
Segundo a apresentadora, a ideia surgiu quando ela passou a observar relacionamentos entre mulheres, mas as tentativas não avançaram porque não encontrou alguém por quem se interessasse.
“Uma época, estive tão desacreditada dos homens que parei para pensar: 'Havia tantas mulheres casando entre si que devia ser legal'”, contou. Em seguida, fez um comentário bem-humorado sobre a experiência: “Mas mulher é um bicho chato e complicado”.
Ana Maria comenta relação da filha com o ex-marido
Outro assunto abordado na entrevista foi o relacionamento de sua filha, Mariana Maffeis, com o ex-marido, contra quem ela pediu uma medida protetiva.
Questionada sobre a situação, Ana Maria afirmou que não presenciou comportamentos estranhos entre os dois. A apresentadora, no entanto, ressaltou que prefere não interferir nas decisões pessoais dos filhos e considera que cada um deve responder pelas próprias escolhas.
“Na minha relação com meus dois filhos, sempre disse, e eles sabem: cada um é responsável por seus atos. Não sou de interferir. Aquela não é minha casa, não é minha vida”, explicou.
A apresentadora acrescentou que as decisões relacionadas à vida conjugal e à criação dos filhos cabem à própria Mariana. “As decisões sobre como ela lida com o marido, com os filhos, são dela. Não me cabe palpitar”, afirmou.
Morte de Tom Veiga foi um dos momentos mais difíceis
Na entrevista, Ana Maria Braga também relembrou a morte de Tom Veiga, que ficou conhecido nacionalmente por interpretar o papagaio Louro José no programa apresentado por ela.
A artista descreveu a perda como um dos períodos mais difíceis de sua vida e recordou que esteve com o parceiro de trabalho poucos dias antes de sua morte, durante a pandemia, quando o programa era realizado de casa.
“Dois dias antes de morrer, na pandemia, ele estava comigo, fazendo o programa de casa. Era um irmão, filho, parceiro, amigo”, declarou.
Mesmo após o tempo transcorrido desde a morte de Tom Veiga, a apresentadora afirmou que ainda enfrenta dificuldades para falar sobre ele. “Até hoje não consigo falar dele”, concluiu.
As declarações reunidas na entrevista abordam diferentes aspectos da trajetória pessoal de Ana Maria Braga, desde decisões tomadas em momentos de dificuldade até relações familiares, experiências afetivas e a perda de uma pessoa que marcou sua carreira.
Por: Informativo em Foco



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