Semanas após as enchentes no Himalaia, Nepal identifica apenas 105 dos 1.403 corpos recuperados; mais de 6 mil pessoas seguem desaparecidas.
Semanas após as enchentes devastadoras que atingiram a região do Himalaia, apenas cerca de 7% dos corpos recuperados no Nepal foram identificados, segundo as autoridades do país. Dos 1.403 corpos encontrados, 105 foram identificados e entregues às famílias.
O desastre foi provocado pelo colapso de uma geleira, que desencadeou uma avalanche de lama, rochas e água e atingiu comunidades montanhosas e instalações de usinas hidrelétricas. Enquanto as equipes seguem nas buscas, familiares continuam cobrando informações sobre pessoas desaparecidas.
Número de desaparecidos aumenta no Nepal
A autoridade de gestão de desastres do Nepal revisou para cima o número de desaparecidos, que chegou a 6.150. O balanço anterior, divulgado na terça-feira (15), apontava 5.179 pessoas desaparecidas.
Segundo a porta-voz Shanti Mahat, os números estão sendo revisados a partir de informações coletadas nos escritórios distritais e posteriormente verificadas.
Entre os desaparecidos no Nepal estão pelo menos 636 estrangeiros, de acordo com o órgão responsável pela gestão do desastre.
Para tentar identificar os corpos recuperados, foram coletadas amostras de DNA de 1.206 vítimas e 1.889 amostras de familiares de pessoas desaparecidas. Até o momento, porém, apenas 105 corpos tiveram a identidade confirmada e foram entregues aos parentes.
China também registra vítimas
Do outro lado da fronteira, na China, o balanço divulgado pela imprensa estatal aponta 43 mortos e 519 desaparecidos.
Somados os números dos dois países, o desastre já deixou 1.446 mortos e pelo menos 6.669 desaparecidos.
A dimensão da tragédia e as dificuldades de acesso às áreas atingidas têm complicado o trabalho das equipes de resgate e identificação.
Buscas enfrentam dificuldades
As autoridades utilizaram drones térmicos e helicópteros nas operações. Especialistas também foram mobilizados para auxiliar no resgate de trabalhadores que ficaram presos em túneis de usinas hidrelétricas.
As buscas conseguiram localizar e resgatar algumas pessoas que permaneceram presas em túneis após o desastre.
Segundo a autoridade de gestão de desastres, entre os principais obstáculos estão o espaço aéreo restrito, o relevo montanhoso de difícil acesso e a grande quantidade de detritos acumulados nas áreas atingidas.
Familiares de cidadãos estrangeiros, entretanto, afirmam que o fluxo de informações sobre as operações de resgate, que anteriormente ocorria de forma regular, diminuiu.
O órgão responsável pelas operações informou que continua fornecendo atualizações a embaixadas e familiares por meio de canais diretos e indiretos.
Por: Informativo em Foco



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