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24.9.26

Menina passa uma semana com sanguessuga presa na garganta

Menina de 12 anos ficou uma semana com uma sanguessuga viva presa na garganta após beber água não tratada de um riacho no Afeganistão.

Uma menina de 12 anos, moradora da província de Herat, no Afeganistão, passou cerca de uma semana com uma sanguessuga viva presa à garganta após beber água não tratada diretamente de um riacho.

O caso raro foi descrito por médicos das universidades de Herat e Jami na revista científica Clinical Case Reports e também está registrado na base internacional PubMed.

Segundo o relato médico, a menina não tinha histórico conhecido de problemas de saúde. Os primeiros sintomas surgiram pouco depois de um passeio, quando ela bebeu diretamente de um curso de água enquanto estava deitada de bruços, com a boca próxima à superfície.

Sintomas começaram com irritação na garganta

Inicialmente, a menina apresentou uma leve irritação na garganta. Nos dias seguintes, porém, os sintomas se intensificaram.

Ela passou a apresentar dificuldade progressiva para engolir, episódios recorrentes de sangramento pelo nariz e tosse intermitente.

Antes da identificação da sanguessuga, a menina chegou a procurar atendimento médico e recebeu tratamento para uma possível infecção inespecífica na garganta.

O quadro, entretanto, não apresentou melhora.

Sanguessuga de 8 centímetros foi encontrada na faringe

Uma semana depois do início dos sintomas, uma nova avaliação médica identificou uma pequena estrutura escura presa à parte posterior da faringe.

Um exame mais detalhado revelou que se tratava de uma sanguessuga viva. O animal estava firmemente aderido à mucosa e se estendia da orofaringe em direção à hipofaringe.

Os médicos retiraram a sanguessuga cuidadosamente com uma pinça, sob visualização direta. Após a remoção, o animal foi medido e apresentava aproximadamente 8 centímetros de comprimento.

A melhora da menina ocorreu praticamente de forma imediata. A dificuldade para engolir desapareceu e os sangramentos nasais cessaram.

O exame realizado após o procedimento não identificou outro corpo estranho nem sangramento ativo no local onde a sanguessuga estava presa.

Menina apresentou anemia durante o período

Os exames também indicaram que a menina estava com hemoglobina de 9,7 g/dL, resultado compatível com anemia. Ela iniciou suplementação de ferro e, quatro semanas depois, o nível de hemoglobina havia aumentado para 12,2 g/dL.

Durante o acompanhamento médico, não foram registrados novos episódios de sangramento, tosse, dificuldade para engolir ou sensação de corpo estranho na garganta.

Os autores explicam que sanguessugas liberam substâncias anticoagulantes, entre elas a hirudina. Essas substâncias dificultam a coagulação do sangue e podem fazer com que um pequeno ponto de fixação provoque sangramento persistente.

Em situações mais graves, esse tipo de sangramento pode contribuir para o desenvolvimento de anemia significativa.

Infestação na garganta pode provocar complicações

Apesar de a menina não ter apresentado falta de ar, os médicos alertam que a presença de uma sanguessuga na região da garganta pode representar um risco maior caso o animal avance em direção à laringe.

O perigo é considerado maior em crianças devido ao menor diâmetro das vias respiratórias. Casos semelhantes descritos na literatura médica já provocaram sintomas como rouquidão, dificuldade para respirar e obstrução das vias aéreas.

Por isso, os autores recomendam que médicos considerem a possibilidade desse tipo de infestação diante de pacientes que apresentem sangramentos nasais repetidos, dificuldade para engolir ou sintomas persistentes na garganta após o consumo de água doce não tratada, principalmente em regiões onde esse tipo de exposição é comum.

Caso foi publicado em agosto de 2026

O relato médico foi publicado em 30 de agosto de 2026 e chama atenção pela raridade da infestação na região da orofaringe.

De acordo com os pesquisadores, a identificação rápida e a retirada completa do animal são fundamentais para evitar sangramento prolongado, anemia e possíveis complicações respiratórias.

Por: Informativo em Foco

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