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28.8.26

Mulher se declara culpada por matar filho de 11 meses nos EUA

Madeline Daly, de 36 anos, se declarou culpada por matar o filho de 11 meses em dezembro de 2025, no Novo México, nos EUA.

Madeline Veronique Daly, de 36 anos, se declarou culpada por homicídio qualificado pela morte do próprio filho, de 11 meses, ocorrida em 23 de dezembro do ano passado, no Novo México, nos Estados Unidos. Segundo as autoridades, a criança morreu após ser atingida por um disparo, e a acusação ocorreu após a mulher levar o menino do Wyoming para o Novo México contrariando uma ordem judicial de custódia.

O procurador-distrital Norman R. Wheeler anunciou a declaração de culpa em 24 de agosto de 2026. Daly pode ser condenada à prisão perpétua no Departamento Correccional do Novo México, pena máxima prevista para homicídio qualificado no estado.

Mulher levou criança do Wyoming para o Novo México

No fim de 2025, Daly levou o filho de 11 meses do Wyoming para o Novo México, desrespeitando uma decisão judicial que havia concedido ao pai da criança a custódia de emergência.

Após uma denúncia informar que a mulher havia sido localizada e possuía um mandado de prisão por acusações de rapto, agentes do Gabinete do Xerife do Condado de Grant encontraram Daly em uma caravana motorizada estacionada em uma propriedade rural próxima à Autoestrada 15.

As autoridades cercaram o veículo e, enquanto tentavam obter um mandado de busca, ouviram um disparo. Os agentes entraram no veículo e encontraram a criança gravemente ferida.

Após uma breve resistência, Daly foi detida. Os agentes tentaram socorrer o menino e o levaram até uma ambulância que aguardava no local, mas a criança morreu.

Disputa pela guarda antecedeu o crime

Segundo informações atribuídas às autoridades e à imprensa, Daly teria afirmado que considerava o crime justificável caso impedisse o pai e os familiares paternos de terem acesso ao menino.

Ela também teria alegado que acreditava que a criança estaria em perigo e poderia sofrer abuso caso deixasse a caravana. Ainda de acordo com o relato, Daly afirmou que o pai não teria demonstrado interesse pelo filho.

O pai, identificado como Basil Stoner, apresentou uma versão diferente sobre a relação entre os dois em uma página de arrecadação de fundos.

Segundo o relato, Stoner e Daly se separaram em julho de 2024. Depois disso, ela teria escondido dele o local onde estava e onde o bebê nasceu. Stoner afirmou que recebeu mensagens nas quais Daly dizia que ele nunca faria parte da vida do filho.

Posteriormente, segundo o relato do pai, ele conseguiu manter contato com Daly e esteve presente no nascimento da criança. Ela teria se recusado a permitir que o sobrenome Stoner fosse incluído na certidão de nascimento.

Justiça havia determinado convivência com o pai

Ainda conforme o relato de Stoner, Daly teria impedido sua participação na vida do filho durante oito meses. Depois desse período, o 5º Tribunal Distrital Judicial do Condado de Washakie, no Wyoming, decidiu a favor do homem, que passou a ter direito de ficar metade do tempo com a criança.

Stoner afirmou que as primeiras visitas ocorreram normalmente, mas que Daly teria descumprido a decisão judicial em uma visita posterior. O homem então pediu uma intervenção do tribunal.

Segundo o relato, quando Daly soube da solicitação feita à Justiça, enviou mensagens a Stoner e, posteriormente, fugiu com o menino.

Como o nome do pai não constava na certidão de nascimento e Daly tinha dupla nacionalidade, havia preocupação de que ela pudesse deixar os Estados Unidos.

Pai defende mudanças no Alerta AMBER

Após a morte do filho, Stoner passou a defender mudanças na legislação para permitir a emissão de um Alerta AMBER, sistema utilizado para alertar sobre o rapto de menores, com critérios menos rigorosos.

O homem afirmou que esperava criar o filho e que a criança pudesse futuramente se juntar a ele e à família em uma exploração pecuária no Nebraska, onde reside e trabalha.

Por: Informativo em Foco

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