Léo Derik, do Athletico-PR, foi condenado a 13 anos por dois crimes de estupro. Defesa recorrerá, e jogador poderá responder em liberdade.
O lateral-esquerdo Léo Derik, do Athletico-PR, foi condenado em primeira instância a 13 anos de prisão, em regime inicial fechado, por dois crimes de estupro. A decisão foi proferida pelo 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Curitiba. Apesar da condenação, o jogador poderá recorrer em liberdade.
O processo tramita em segredo de Justiça. Segundo informações divulgadas pela imprensa após acesso à sentença, os fatos analisados pela Justiça ocorreram em Curitiba, entre dezembro de 2023 e fevereiro de 2024. Na época, a mulher mantinha um relacionamento com o atleta.
Léo Derik nega as acusações. Em depoimento, o jogador afirmou que as relações foram consensuais e contestou a ocorrência de violência. A defesa informou que recorrerá da decisão ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) e destacou que a sentença ainda não é definitiva.
A Justiça estabeleceu pena de seis anos e seis meses de prisão para cada um dos dois crimes, totalizando 13 anos de reclusão. Além disso, Léo Derik foi condenado ao pagamento de R$ 20 mil de indenização mínima por danos morais à vítima.
Na fundamentação da sentença, a juíza responsável pelo caso considerou consistente o relato apresentado pela mulher. Segundo a decisão, o depoimento, analisado em conjunto com os demais elementos reunidos no processo, foi considerado suficiente para comprovar os crimes.
O Ministério Público havia pedido a absolvição do jogador por entender que não havia provas suficientes para sustentar uma condenação. A magistrada, porém, chegou a uma conclusão diferente após avaliar o conjunto probatório.
Léo Derik também respondia por uma acusação de violência psicológica, mas foi absolvido nesse ponto. A Justiça entendeu que os fatos descritos nessa parte da denúncia estavam relacionados às mesmas condutas analisadas nos crimes de estupro.
A defesa do atleta afirmou ter recebido a decisão com surpresa e confirmou que apresentará recurso. Os advogados reforçaram que Léo Derik sustenta, desde o início do processo, que os atos foram consensuais e pediram que seja respeitada a presunção de inocência enquanto houver possibilidade de recurso.
A Justiça também decidiu que o jogador poderá responder em liberdade durante essa etapa do processo. Conforme a decisão, não foram identificados, neste momento, os requisitos necessários para a decretação de prisão preventiva.
Após a divulgação da condenação, o Athletico-PR informou ter tomado conhecimento da decisão judicial. O clube afirmou que não comentará o conteúdo do processo nem os fatos discutidos devido ao segredo de Justiça.
“O Athletico Paranaense tomou conhecimento da decisão judicial envolvendo o atleta Léo Derik. Por se tratar de processo que tramita em segredo de Justiça, o clube não comentará seu conteúdo nem os fatos nele discutidos”, informou o clube.
O Athletico-PR também ressaltou que a condenação ocorreu em primeira instância e ainda pode ser contestada. Segundo a equipe, o clube não participa do processo e respeitará o andamento da ação, observando as garantias legais até eventual trânsito em julgado.
Por: Informativo em Foco



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