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7.8.26

Colesterol alto atinge 1 em cada 3 brasileiros e pode evoluir sem sintomas

 Colesterol alto afeta cerca de um em cada três brasileiros e aumenta o risco de infarto e AVC. Veja como prevenir e manter níveis saudáveis.

O colesterol elevado continua sendo um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares no Brasil. Segundo a Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose 2025, aproximadamente um em cada três brasileiros apresenta colesterol total acima de 200 mg/dL, enquanto cerca de um em cada cinco adultos possui níveis elevados de LDL-colesterol, conhecido como "colesterol ruim".

Na maioria dos casos, a alteração não provoca sintomas e costuma ser identificada apenas durante exames de rotina ou após complicações graves, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

O que é o colesterol e por que ele pode ser perigoso?

Apesar da fama negativa, o colesterol é uma substância essencial para o organismo. Ele participa da produção de hormônios, da vitamina D e da formação das membranas das células.

O problema ocorre quando há excesso de LDL, que favorece o acúmulo de placas de gordura nas artérias, dificultando a circulação do sangue e aumentando o risco de doenças cardiovasculares.

Já o HDL, conhecido como "colesterol bom", ajuda a remover o excesso de colesterol da circulação, levando-o de volta ao fígado para eliminação.

Colesterol alto costuma evoluir de forma silenciosa

Segundo a cardiologista Dra. Rosangeles Konrad, professora da pós-graduação em Cardiologia da Afya Educação Médica Brasília, a ausência de sintomas é um dos maiores desafios para o diagnóstico precoce.

"O colesterol elevado costuma evoluir de forma silenciosa. O paciente pode passar anos com o LDL alto, favorecendo a formação de placas nas artérias, sem apresentar qualquer sintoma. Muitas pessoas só descobrem a alteração em um exame de rotina ou, infelizmente, após um infarto ou um AVC."

A especialista destaca que exames preventivos são fundamentais, principalmente para pessoas com histórico familiar de colesterol alto, hipertensão, diabetes, obesidade ou outros fatores de risco.

Alimentação e estilo de vida influenciam diretamente

Embora fatores genéticos também tenham influência, hábitos de vida inadequados contribuem significativamente para o aumento do colesterol.

Entre os principais fatores estão:

  • alimentação rica em gorduras saturadas e alimentos ultraprocessados;
  • sedentarismo;
  • tabagismo;
  • excesso de peso.

Segundo a médica, mudanças no estilo de vida podem reduzir significativamente os níveis de colesterol em pacientes de baixo e moderado risco.

"Em muitos pacientes, só a mudança de hábitos já consegue reduzir o colesterol de forma bastante significativa. Quando necessário, o tratamento medicamentoso complementa essa estratégia para proteger o coração."

Tratamento vai além das estatinas

Para pacientes com maior risco cardiovascular ou com doenças genéticas, como a hipercolesterolemia familiar, as mudanças de hábitos costumam ser associadas ao tratamento com medicamentos.

Além das estatinas, atualmente existem outras opções terapêuticas, como ezetimiba, ácido bempedoico e os inibidores de PCSK9, utilizados conforme a necessidade de cada paciente.

Segundo a especialista, o avanço das opções terapêuticas permite um tratamento mais individualizado e eficiente.

Como manter o colesterol em níveis saudáveis

A cardiologista recomenda algumas medidas para reduzir o risco de colesterol elevado e proteger a saúde do coração:

  • priorizar frutas, verduras, legumes, grãos integrais e leguminosas;
  • consumir gorduras saudáveis, como azeite de oliva, castanhas, sementes e peixes ricos em ômega-3;
  • reduzir frituras, embutidos, carnes gordurosas e alimentos ultraprocessados;
  • praticar pelo menos 150 minutos de atividade física moderada por semana;
  • manter o peso corporal adequado;
  • evitar fumar e limitar o consumo de bebidas alcoólicas;
  • controlar a pressão arterial e a glicemia;
  • realizar exames periódicos, especialmente em caso de histórico familiar;
  • seguir corretamente o tratamento prescrito pelo médico, sem interromper os medicamentos por conta própria.

Especialistas reforçam que o diagnóstico precoce continua sendo a principal estratégia para evitar complicações cardiovasculares e reduzir o risco de infarto e AVC.

Por: Informativo em Foco

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