Advogado de 44 anos foi preso após suspeita de maus-tratos contra a filha de 6 anos em condomínio na zona norte de São Paulo.
Um advogado de 44 anos foi preso em flagrante na noite de quinta-feira (20), suspeito de agredir a filha de 6 anos dentro de um condomínio no bairro do Limão, na zona norte de São Paulo. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), funcionários do prédio acionaram a Polícia Militar após identificarem as agressões por meio das câmeras de segurança.
O caso foi registrado como maus-tratos contra a criança na 4ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). Em audiência de custódia realizada na tarde desta sexta-feira (21), a prisão em flagrante foi convertida em preventiva pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).
Polícia foi acionada por funcionários do condomínio
De acordo com o boletim de ocorrência, as agressões ocorreram no elevador do prédio. As imagens do circuito interno registraram o comportamento do homem em relação à filha.
A mãe da criança havia deixado a menina aos cuidados do pai enquanto trabalhava. Ao retornar, afirmou ter ouvido o marido xingando a filha ainda do corredor do apartamento.
Segundo o registro policial, ela entrou no imóvel e questionou o comportamento do marido. Durante a discussão, houve um confronto entre o casal, com empurrões de ambos os lados.
Depois, o advogado afirmou que deixaria a residência e começou a retirar roupas do armário para colocá-las em uma mala.
Suspeito se trancou no quarto
Enquanto a situação ocorria, a síndica do condomínio informou à mulher que a Polícia Militar havia sido acionada. A mãe levou a criança para o apartamento da síndica.
Quando os policiais chegaram, o homem estava sozinho no imóvel. Ele permaneceu trancado em um quarto e se recusou a sair.
O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) foi acionado. Após a entrada dos agentes no quarto, foram necessárias mais de duas horas de negociação até que o advogado se entregasse.
Advogado apresentou versão à polícia
Segundo o boletim de ocorrência, o homem afirmou que a filha estava sob seus cuidados, mas que, durante a tarde, ela havia ido encontrar uma amiga no condomínio.
Ele relatou que, em determinado momento, a criança estava no hall e ele se ausentou. Ao retornar e não encontrar a filha, afirmou ter ficado desesperado.
O advogado disse que pode ter sido “um pouco ríspido” com a menina e afirmou não se recordar de tê-la agredido. Ele também negou ter agredido a esposa e declarou que houve apenas uma discussão verbal.
Ainda conforme o registro, o homem afirmou ter ingerido bebida alcoólica e não se lembrar integralmente dos acontecimentos daquele dia.
A mulher relatou às autoridades que o advogado vinha apresentando comportamento depressivo.
Prisão foi convertida em preventiva
O advogado foi preso inicialmente em flagrante por maus-tratos contra a criança. O caso passou a ser investigado pela 4ª DDM.
Na audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (21), o TJ-SP converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva, que não possui prazo previamente determinado.
A defesa do advogado é procurada para se manifestar sobre o caso.
Por: Informativo em Foco



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