OMS confirma mais de 1,5 mil casos da doença; testes clínicos de novos tratamentos já foram iniciados no país africano.
O surto de ebola na República Democrática do Congo já provocou 506 mortes e contabiliza 1.561 casos confirmados da doença, segundo atualização divulgada nesta segunda-feira (6) pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com base em dados oficiais das autoridades sanitárias do país.
A atual epidemia foi declarada oficialmente em 15 de maio, na província de Ituri, no leste do país, e já se espalhou para outras regiões, aumentando a preocupação das autoridades de saúde.
Surto já atinge quatro províncias
Além de Ituri, a doença também foi registrada nas províncias de Kivu do Norte, Kivu do Sul e Alto Uele.
A OMS informou ainda que Uganda, país vizinho, contabiliza 20 casos confirmados e duas mortes relacionadas ao ebola.
Esta é a 17ª epidemia da doença registrada na República Democrática do Congo.
Cepa não possui vacina nem tratamento aprovado
O atual surto é causado pela cepa Bundibugyo do vírus ebola, para a qual ainda não existe vacina ou tratamento específico aprovado.
Apesar disso, a Organização Mundial da Saúde informou que iniciou, na semana passada, um ensaio clínico para avaliar a eficácia de dois tratamentos experimentais contra essa variante do vírus. A entidade também autorizou o uso de um novo teste de diagnóstico molecular, que pode acelerar a identificação dos casos.
Doença apresenta alta taxa de mortalidade
O ebola é uma doença viral grave, transmitida pelo contato direto com sangue, secreções e outros fluidos corporais de pessoas infectadas.
A infecção pode causar febre hemorrágica, falência múltipla de órgãos e apresenta elevada taxa de mortalidade.
Segundo a OMS, mais de 15 mil pessoas morreram em decorrência do ebola na África nos últimos 50 anos.
Maior epidemia ocorreu entre 2018 e 2020
A epidemia mais letal já registrada na República Democrática do Congo ocorreu entre 2018 e 2020, quando aproximadamente 3,5 mil pessoas foram infectadas e cerca de 2,3 mil morreram em consequência da doença.
As autoridades de saúde seguem intensificando as ações de vigilância epidemiológica, rastreamento de contatos e isolamento de pacientes para tentar conter o avanço da atual epidemia.
Por Redação: Informativo em Foco



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