MPPB identifica riscos de segurança, ocupações irregulares e problemas ambientais no entorno do complexo prisional PB1/PB2.
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) identificou um cenário considerado crítico no entorno do complexo prisional PB1/PB2, em João Pessoa. Durante uma audiência realizada nesta segunda-feira (6), promotores de Justiça relataram indícios de atuação e controle de facções criminosas na região, além de problemas relacionados à segurança pública, meio ambiente e questões sociais.
Segundo o MPPB, foram apresentados relatos sobre o uso de drones para introdução de materiais ilícitos dentro da unidade prisional, ameaças de resgates violentos de presos e a instalação de sistemas de monitoramento utilizados por criminosos para acompanhar a movimentação das forças de segurança.
Durante a audiência, também foram registradas situações envolvendo o acúmulo de lixo na região, que estaria sendo utilizado para a montagem de barricadas nas vias de acesso ao complexo prisional.
Além dos problemas ligados à segurança, o Ministério Público destacou o avanço de ocupações irregulares em áreas de Mata Atlântica. De acordo com o órgão, existem construções de alvenaria já atendidas por rede elétrica, situação que pode indicar possível especulação imobiliária ilegal. O descarte frequente de resíduos no local também foi apontado como fator de agravamento dos riscos ambientais e sanitários.
Outro ponto levantado pelo MPPB foi a presença de pessoas em situação de rua e usuários de drogas no entorno do complexo. Segundo o órgão, o cenário exige ações integradas envolvendo assistência social e segurança pública.
Entre as medidas definidas estão o cercamento da área, o reforço da fiscalização ambiental, ações de educação ambiental, limpeza da região e a realização de um mapeamento social das famílias que ocupam o local.
O Ministério Público estabeleceu prazo de 30 dias para que os órgãos envolvidos apresentem relatórios sobre as providências adotadas. O órgão também informou que pretende acelerar as ações judiciais relacionadas ao caso, com o objetivo de buscar uma solução definitiva para a situação no entorno do complexo prisional.
Por: Informativo em Foco



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