Javier Milei confirma viagem ao Brasil para participar de evento com Flávio Bolsonaro e afirma que pretende cumprimentar Jair Bolsonaro em Brasília.
O presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou que viajará ao Brasil no próximo dia 25 para participar de um encontro com Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL. A informação foi divulgada pelo próprio mandatário durante entrevista concedida à Radio Now. Segundo Milei, a agenda ocorrerá em São Paulo, mesma data e local do lançamento da candidatura de Flávio.
Durante a entrevista, o presidente argentino também afirmou que pretende fazer uma parada em Brasília para cumprimentar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que atualmente cumpre prisão domiciliar em sua residência na capital federal.
Milei não mencionou qualquer encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com quem mantém uma relação marcada por divergências. Os dois chefes de Estado também não se reuniram durante a cúpula do Mercosul, realizada no fim do mês passado, em Assunção, após o presidente argentino desistir de participar do encontro anual do bloco.
A eventual visita de Milei a Jair Bolsonaro dependerá de autorização do Supremo Tribunal Federal (STF). Em razão das restrições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, o ex-presidente pode receber apenas familiares, médicos, advogados e integrantes da equipe de saúde.
A viagem ao Brasil ocorrerá menos de um mês após Flávio Bolsonaro visitar Milei na residência oficial da Presidência argentina, a Quinta de Olivos. Na ocasião, o presidente compartilhou uma foto ao lado do parlamentar e escreveu que "a onda azul está chegando ao Brasil pelas mãos de Flávio Bolsonaro".
A expressão "onda azul" tem sido utilizada para se referir à sequência de vitórias de lideranças de direita na América do Sul, em contraposição à chamada "onda rosa", associada à ascensão de governos de esquerda no início dos anos 2000. Segundo o presidente argentino, a tendência inclui países como Argentina, Bolívia, Chile, Equador e Paraguai, além das recentes vitórias de Keiko Fujimori, no Peru, e Abelardo de la Espriella, na Colômbia.
Durante a visita a Buenos Aires, Flávio Bolsonaro também mencionou esse cenário político em um evento realizado em um hotel da capital argentina.
"Enquanto nossos vizinhos, um a um, escolhem a liberdade e a ordem, o Brasil ainda está preso ao passado. Somos a peça que falta nesse mapa. E estou aqui para dizer, sem rodeios: em outubro, isso muda", afirmou.
Após a passagem pelo Brasil, Milei pretende seguir uma agenda de viagens por países governados por lideranças conservadoras da região. No dia 28 de julho, o presidente argentino participará da posse de Keiko Fujimori, no Peru. Em seguida, deverá viajar à Colômbia para acompanhar a posse de Abelardo de la Espriella e, posteriormente, visitar o Equador para um encontro com o presidente Daniel Noboa.
De acordo com o texto, a agenda representa uma mudança no foco da política internacional do governo argentino. Até o momento, Milei priorizou a relação com os Estados Unidos, realizando 16 viagens ao país desde o início do mandato, enquanto visitou o Brasil em três oportunidades, o Paraguai em três, o Chile em duas e a Bolívia uma vez.
O texto também destaca que, em outubro do ano passado, Milei contou com apoio do governo dos Estados Unidos antes das eleições legislativas argentinas. Segundo o material, o presidente recorreu ao país para evitar uma crise cambial às vésperas da votação, e o governo norte-americano ofereceu um pacote de resgate financeiro para auxiliar a Argentina antes do pleito.
Por Informativo em Foco



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