Ginecologista alerta que cólica intensa pode indicar endometriose e reforça que a doença não significa infertilidade.
O ginecologista e obstetra Guilherme Carvalho, especialista em reprodução humana com atuação em João Pessoa, alerta que cólicas intensas não devem ser consideradas normais e podem estar relacionadas à endometriose. Segundo o médico, a doença pode afetar a fertilidade, mas não significa que a mulher não possa engravidar.
O especialista destaca que muitas mulheres acabam se acostumando com dores menstruais fortes e deixam de buscar investigação. Para ele, a cólica que a paciente aprende a suportar pode ser um sinal de uma doença que compromete sua saúde reprodutiva.
Guilherme Carvalho cita o maior estudo genético já realizado sobre endometriose, que confirmou a doença como uma condição real, sistêmica e hereditária. A pesquisa, publicada na revista Nature Genetics, analisou o DNA de cerca de 1,4 milhão de mulheres e apresentou novos dados sobre as origens da enfermidade.
Segundo o ginecologista, os resultados reforçam a necessidade de mudar a percepção sobre a dor menstrual intensa. "Esse estudo derruba, de forma definitiva, o mito de que a dor menstrual intensa é apenas parte da vida da mulher. A endometriose tem base genética, é uma doença crônica e sistêmica e não pode ser tratada como frescura, não é exagero e, muito menos, normal", afirmou.
Sobre a relação entre endometriose e gravidez, o médico explica que o diagnóstico da doença não representa, obrigatoriamente, infertilidade. No entanto, ressalta que mulheres com endometriose precisam avaliar e acompanhar a saúde reprodutiva.
"É um grande mito. Muitas mulheres recebem o diagnóstico de endometriose e acham que também estão recebendo o diagnóstico de infertilidade. Não necessariamente. Nem toda paciente com endometriose vai ter infertilidade. Mas toda paciente com endometriose precisa avaliar e cuidar da sua questão reprodutiva porque existe uma associação muito grande", alertou.
O especialista reforça que o acompanhamento médico é fundamental para identificar a doença, controlar os sintomas e avaliar possíveis impactos na fertilidade feminina.
Por: Informativo em Foco



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