Mais de 400 drones ucranianos foram lançados contra Moscou, segundo autoridades russas. Ataques deixaram feridos e elevaram a tensão da guerra.
Mais de 400 drones ucranianos foram lançados em direção a Moscou, segundo informou o prefeito da capital russa, Sergei Sobianin. De acordo com as autoridades locais, a maior parte dos equipamentos foi abatida antes de chegar à cidade, enquanto 85 foram interceptados nas proximidades da capital.
O ataque deixou pelo menos dez pessoas feridas e provocou danos em prédios residenciais e em estruturas de infraestrutura. Segundo o governador da região de Moscou, Andrei Vorobiov, diversas áreas ao redor da capital foram atingidas pelos drones.
Incêndios atingem parque industrial e depósito de combustível
Entre os danos registrados está um incêndio no parque industrial Yujnie Vrata, localizado a cerca de 30 quilômetros de Moscou.
O portal de notícias Astra também informou que houve fogo em um depósito de petróleo na cidade de Podolsk, embora o episódio ainda não tenha sido confirmado oficialmente pelas autoridades russas.
A ofensiva ucraniana ocorreu poucas horas depois de a Rússia realizar bombardeios com mísseis balísticos contra Kiev e outras cidades da Ucrânia. No domingo, os ataques russos deixaram pelo menos seis mortos e dezenas de feridos.
Zelenski enfrenta crise política interna
Enquanto os confrontos militares continuam, o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, também enfrenta uma crise política interna após promover mudanças no governo.
A demissão do ministro da Defesa, Mikhailo Fedorov, de 35 anos, provocou protestos nos últimos dias. Além disso, parte da população questiona a permanência do general Oleksandr Sirskii, de 60 anos, no comando das Forças Armadas ucranianas.
Segundo o texto, Zelenski convocou reuniões para tentar reduzir as tensões e aproximar integrantes da antiga liderança militar dos novos estrategistas do governo.
Guerra tecnológica intensifica ataques
A Ucrânia tem ampliado o uso de drones de longo alcance para atingir a infraestrutura de combustíveis da Rússia, com o objetivo de provocar desabastecimento e aumentar o desgaste do governo de Vladimir Putin, conforme informações da Associated Press (AP).
Por outro lado, a Rússia continua utilizando mísseis balísticos de difícil interceptação para explorar fragilidades da defesa aérea ucraniana.
Ainda de acordo com o Instituto para o Estudo da Guerra (ISW), Moscou utilizou, durante o mês de julho, uma quantidade de mísseis superior à sua capacidade mensal de produção, recorrendo a estoques acumulados.
Na madrugada desta segunda-feira, os ataques entre os dois países prosseguiram. A Rússia bombardeou tanques de combustível no porto de Odessa, enquanto a Ucrânia informou ter interceptado 81 dos 94 drones russos lançados contra seu território.
Por: Informativo em Foco



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