Anvisa aprova o Columvi (glofitamabe) para tratar linfoma difuso de grandes células B em adultos; medicamento ainda depende de avaliação para chegar ao SUS.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do medicamento Columvi (glofitamabe) para o tratamento de um tipo agressivo de linfoma não Hodgkin, um câncer que afeta o sistema linfático. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (20) no Diário Oficial da União.
Desenvolvido pela farmacêutica Roche, o medicamento é indicado para adultos com linfoma difuso de grandes células B não especificado em recidiva ou refratário — quando a doença retorna ou deixa de responder aos tratamentos anteriores — que não apresentam condições clínicas para realizar transplante autólogo de células-tronco.
Segundo a Anvisa, o glofitamabe é um anticorpo biespecífico capaz de se ligar simultaneamente à proteína CD20, presente nas células tumorais, e ao CD3, encontrado nos linfócitos T. Dessa forma, o medicamento direciona o sistema imunológico para reconhecer e atacar as células cancerígenas.
A aplicação do tratamento é feita por via intravenosa. O registro aprovado contempla duas apresentações do medicamento: 2,5 mg e 10 mg.
Medicamento ainda depende de avaliação para chegar ao SUS
Embora a aprovação da Anvisa autorize a comercialização do Columvi no Brasil, o medicamento ainda não estará disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).
Para ser incorporado à rede pública, o tratamento precisará passar por uma avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), responsável por analisar a eficácia, segurança e custo-benefício de novas tecnologias em saúde.
Linfoma não Hodgkin deve registrar cerca de 12 mil casos por ano
De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil deve registrar aproximadamente 12 mil novos casos de linfoma não Hodgkin por ano entre 2026 e 2028.
A doença engloba mais de 50 tipos de câncer originados nos linfócitos, células responsáveis pela defesa do organismo, e ocupa a 11ª posição entre os tipos de câncer mais frequentes no país, desconsiderando os tumores de pele não melanoma.
A Anvisa destaca que o linfoma difuso de grandes células B é o subtipo mais comum de linfoma não Hodgkin agressivo, caracterizado pela rápida evolução clínica e pela necessidade de tratamentos eficazes, especialmente para pacientes com doença recorrente ou resistente às terapias disponíveis.
Por: Informativo em Foco



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