Caso suspeito de ebola no Rio de Janeiro tem resultado inicial negativo. Paciente está isolado na Fiocruz e investigação continua.
O Rio de Janeiro investiga um caso suspeito de ebola em um paciente que está em isolamento no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), unidade de referência para doenças infecciosas no estado. Segundo o Ministério da Saúde, o homem chegou ao Brasil em 22 de maio, após desembarcar de um voo vindo de Joanesburgo, na África do Sul, com conexão em Guarulhos, na Grande São Paulo, antes de seguir de ônibus para o Rio de Janeiro.
De acordo com as informações oficiais, o paciente é proveniente de Uganda e, ao chegar ao país, se hospedou no bairro de Vila Isabel, na zona norte do Rio. Outras cinco pessoas que tiveram contato com ele no mesmo local estão sendo monitoradas e permanecem assintomáticas.
Ainda segundo o Ministério da Saúde, o paciente apresentou sintomas como calafrios, tosse e diarreia. Exames laboratoriais iniciais confirmaram diagnóstico positivo para malária.
Neste domingo (31), análises realizadas a partir de amostras de saliva e urina deram resultado negativo para ebola. Os testes foram conduzidos pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). A amostra de sangue ainda segue em análise, etapa considerada decisiva para a investigação.
As autoridades de saúde destacam que a possibilidade de confirmação de ebola após resultados iniciais negativos é considerada muito baixa.
Em paralelo, em São Paulo, outro caso suspeito envolvendo um homem de 37 anos internado no Instituto Emílio Ribas, na capital paulista, teve diagnóstico confirmado para meningite. O paciente permanece hospitalizado, em isolamento, com estado de saúde considerado grave, enquanto a investigação para ebola continua.
O Ministério da Saúde reforça que os vírus causadores do ebola não são transmissíveis durante o período de incubação e não são transmitidos por via respiratória. A pasta também afirma que o risco de transmissão da doença no Brasil e na América do Sul é considerado baixo.



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