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26.6.26

Quedas em idosos podem ser prevenidas, alerta especialistas

 Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia reforça que quedas em idosos não são naturais do envelhecimento e podem ser evitadas.

No Dia Mundial de Prevenção de Quedas, celebrado em 24 de junho, a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) reforçou o alerta de que as quedas entre pessoas idosas não fazem parte do processo natural de envelhecimento. Segundo especialistas, a maioria dos casos pode ser prevenida por meio da identificação e do tratamento dos fatores de risco.

De acordo com a fisioterapeuta e especialista em Gerontologia Isabela Oliveira Azevedo Trindade, presidente do Departamento de Gerontologia da SBGG, um dos maiores equívocos é acreditar que envelhecer significa, inevitavelmente, sofrer quedas.

A especialista explica que, embora ocorram mudanças fisiológicas ao longo da vida, as quedas geralmente resultam da combinação de diferentes fatores, como perda de força muscular, alterações no equilíbrio, uso de medicamentos, problemas de visão, doenças neurológicas, cardiovasculares e até declínio cognitivo.

Segundo Isabela, toda queda deve ser investigada, mesmo quando não provoca lesões aparentes.

"A queda costuma ser um evento sentinela. Ela pode indicar perda de força muscular, alterações de equilíbrio, efeitos adversos de medicamentos, problemas visuais, doenças neurológicas, cardiovasculares e até declínio cognitivo. Mais importante do que tratar as consequências é compreender por que ela aconteceu para evitar novos episódios", afirmou.

Entre os principais fatores que aumentam o risco de quedas estão a sarcopenia, alterações da marcha e do equilíbrio, sedentarismo, uso de múltiplos medicamentos, doenças crônicas e déficits visuais e auditivos.

Além dos impactos físicos, especialistas alertam para as consequências na autonomia e na qualidade de vida da pessoa idosa. Um único episódio pode resultar em perda da independência, redução da mobilidade, necessidade de cuidadores, isolamento social e sintomas depressivos.

Outro aspecto destacado é a chamada síndrome pós-queda. Segundo Isabela, muitas pessoas passam a evitar atividades por medo de cair novamente. Como consequência, reduzem a movimentação, perdem força muscular e equilíbrio, aumentando ainda mais o risco de novos acidentes.

A médica geriatra Ana Laura de Figueiredo Bersani, presidente da Comissão de Osteometabolismo da SBGG, ressalta que pessoas da mesma idade podem apresentar condições físicas muito diferentes, o que influencia diretamente o risco de complicações após uma queda.

Ela explica que doenças como a osteoporose tornam os ossos mais frágeis e aumentam as chances de fraturas graves, especialmente no quadril, que podem comprometer de forma significativa a independência e a funcionalidade do paciente.

Segundo a especialista, muitas vezes a primeira manifestação da osteoporose ocorre justamente após uma queda da própria altura, tornando o episódio um importante sinal para investigação da saúde óssea.

A fisioterapeuta Núbia Carelli Pereira de Avelar, especialista em Gerontologia pela SBGG e integrante do Grupo de Trabalho sobre Quedas da entidade, reforça que uma queda deve ser encarada como um alerta para a necessidade de um cuidado mais individualizado.

Ela destaca que a prevenção e a recuperação dependem de uma abordagem multifatorial, que inclui prática regular de atividade física, avaliação das condições de saúde, revisão dos medicamentos, alimentação adequada e adaptações no ambiente para reduzir os riscos de acidentes.

Segundo a especialista, mesmo quando as quedas acontecem, existem estratégias de reabilitação capazes de recuperar a funcionalidade e preservar a qualidade de vida das pessoas idosas.

Por: Redação Informativo em Foco

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