Paraíba reduz taxa de analfabetismo para 11,6% em 2025, menor índice da série histórica, segundo dados da PNAD Contínua do IBGE.
A Paraíba registrou redução na taxa de analfabetismo, que chegou a 11,6% em 2025, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta sexta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice representa o menor nível da série histórica iniciada em 2016.
Apesar da queda, o estado permanece com o terceiro maior índice de analfabetismo do país, acima das médias nacional (4,9%) e do Nordeste (10,6%). A Paraíba fica atrás apenas de Piauí e Alagoas, ambos com taxa de 13,1%.
De acordo com o levantamento, o analfabetismo atinge de forma mais intensa idosos, homens e pessoas pretas ou pardas. Em 2025, o estado estimou 192 mil pessoas com 60 anos ou mais sem alfabetização, o que corresponde a uma taxa de 31,5%, mais que o dobro da média estadual.
A diferença entre os gêneros também é significativa. Entre pessoas com 15 anos ou mais, a taxa de analfabetismo entre homens foi de 13,9%, enquanto entre mulheres ficou em 9,5%, uma diferença de 4,4 pontos percentuais.
O recorte por raça mostra que a taxa entre pessoas pretas ou pardas na Paraíba foi de 12,6%, superior à registrada entre pessoas brancas, de 9,2%. Embora ambos os grupos apresentem queda ao longo da série histórica, o índice entre pretos ou pardos caiu de 17,2% em 2016 para 12,6% em 2025, enquanto entre brancos recuou de 11,8% para 9,2%.
O levantamento também aponta desafios no nível de escolaridade. A Paraíba voltou a ocupar a última posição nacional na proporção de pessoas com 25 anos ou mais que concluíram ao menos o ensino médio, situação já registrada em 2022 e 2023.
Apesar disso, o estado apresentou crescimento gradual nesse indicador, que passou de 35,3% em 2016 para 43,9% em 2025. O avanço, no entanto, ainda é inferior à média nacional, que subiu de 46% para 57,4% no mesmo período.
Os dados reforçam o cenário de avanços graduais na educação, mas também evidenciam desigualdades persistentes no acesso e na conclusão da escolarização no estado.
Por: Redação Informativo em Foco



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