A avó da vítima presenciou suspeito praticando ato libidinoso contra criança no interior da residência do casal, localizada no bairro Mutirão, em Alagoa Nova.
A Polícia Civil da Paraíba, por meio da Delegacia de Polícia Civil de Alagoa Nova, unidade vinculada à 12ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), realizou, nessa quinta-feira (18), a prisão em flagrante de um homem de 35 anos, investigado pela prática do crime de estupro de vulnerável, uma criança de 7 anos.
De acordo com as informações levantadas durante a ocorrência, a ação policial teve início após a avó da vítima presenciar o suspeito, que era companheiro dela, praticando ato libidinoso contra o próprio neto, uma criança de apenas sete anos de idade, no interior da residência do casal, localizada no bairro Mutirão, em Alagoa Nova.
Após constatar a situação, a familiar interveio imediatamente para proteger a criança e acionou o Conselho Tutelar do município. A equipe realizou os primeiros atendimentos e encaminhou o caso à Delegacia de Polícia Civil, onde foram adotadas as medidas legais cabíveis.
A autoridade policial determinou a realização da escuta especializada da criança, a lavratura do Auto de Prisão em Flagrante e a tomada dos depoimentos de declarantes e testemunhas que tiveram conhecimento dos fatos. Também foram requisitados exames periciais junto ao Instituto de Polícia Científica.
A Polícia Civil acionou a rede de proteção municipal e a equipe responsável pela Escuta Especializada, garantindo o depoimento protegido da criança e o acompanhamento necessário para preservação dos direitos da vítima. A autoridade policial representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, visando à garantia da ordem pública e à conveniência da instrução criminal.
Após os procedimentos legais, o autuado foi encaminhado à carceragem da Cidade da Polícia Civil, em Campina Grande, onde permanece à disposição da Justiça e aguarda a realização da audiência de custódia. A Polícia Civil da Paraíba reafirma seu compromisso com o enfrentamento aos crimes contra crianças e adolescentes, com a proteção das vítimas e com a responsabilização dos autores de crimes.
Brasil registra 1 estupro a cada 6 minutos de crianças e adolescentes
De acordo com os dados mais recentes do Anuário Brasileiro de Segurança Pública (2025, com base em 2024), o cenário segue alarmante: o Brasil registrou 87.545 casos de estupro e estupro de vulnerável no último ano — o maior número da série histórica. Isso representa, na prática, um caso a cada poucos minutos no país.
A violência atinge, de forma ainda mais grave, crianças e adolescentes. A maioria das vítimas segue sendo menor de idade, com destaque para crianças de até 13 anos, que concentram a maior parte dos registros. Meninas continuam sendo as principais vítimas, representando cerca de 88% dos casos.
A pesquisa também revela o perfil das vítimas: cerca de 77% são consideradas vulneráveis, aproximadamente 88% são do sexo feminino e mais da metade são negras. Outro dado alarmante é a idade das vítimas, a maioria tem até 13 anos, evidenciando que a violência atinge principalmente crianças em fase inicial de desenvolvimento.
Segundo o Anuário, 65% dos agressores são de convívio familiar com a vítima, enquanto aproximadamente um quarto são pessoas conhecidas, reforçando a fala da Lígia de que a maioria dos casos acontece por pessoas próximas às vítimas. Em 2024, a ONG Ficar de Bem atendeu 1.138 crianças e adolescentes que sofreram alguma violência, sendo 103 vítimas de abuso sexual e 75% do sexo feminino.
A profissional da ONG alerta ainda para sinais que devem ser levados a sério e considerados com cautela para garantir a segurança e o bem-estar de crianças e adolescentes. “Mudanças de comportamento são frequentemente os primeiros indícios de que algo está acontecendo. Uma criança muito falante pode ficar mais quieta, enquanto outra, antes mais retraída, pode se tornar excessivamente comunicativa. Outras mudanças podem ser a recusa em ir à escola, agressividade, tristeza, regressões comportamentais, como voltar a fazer xixi na cama, uso de expressões adultas ou quando a criança deixa de aceitar toques rotineiros, como abraços, que antes eram comuns”, pontua a especialista.
(ONG Ficar de Bem )
Por: ClickPB



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