Trump e Xi Jinping encerram encontros em Pequim com debates sobre Taiwan, comércio, petróleo e relações bilaterais.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encerrou a sua visita a Pequim nesta sexta-feira após dois dias de reuniões com o líder chinês, Xi Jinping, marcadas por discussões sobre Taiwan, comércio internacional, energia e relações bilaterais. Antes do último encontro oficial, Trump publicou uma mensagem nas redes sociais afirmando que Xi o felicitou pelos seus “sucessos extraordinários” e que comentários anteriores sobre os Estados Unidos como “talvez uma nação em declínio” referiam-se apenas ao ex-presidente Joe Biden.
Xi Jinping recebeu Trump na residência oficial de Zhongnanhai, onde ambos caminharam pelos jardins antes de participarem numa reunião acompanhada de chá. Também estava previsto um almoço de trabalho antes do regresso de Trump a Washington.
Durante o encontro, Trump afirmou aos jornalistas que os dois dias de reuniões foram “excelentes”. Apesar do tom cordial, as conversações evidenciaram divergências importantes entre as duas potências, sobretudo em relação a Taiwan.
Xi Jinping reafirmou que a ilha está no “núcleo dos interesses da China” e advertiu que divergências sobre o território poderiam provocar choques ou conflitos entre Pequim e Washington. Taiwan, governada de forma autónoma, é reivindicada pela China como parte do seu território.
Em dezembro, Trump autorizou um pacote de armamento de 11 mil milhões de dólares para Taiwan, embora a entrega ainda não tenha sido concretizada. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, declarou que seria “um erro terrível” a China tentar tomar Taiwan pela força e reiterou que a política dos Estados Unidos para a ilha permanece inalterada.
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Taiwan, Lin Chia-lung, agradeceu aos Estados Unidos pelo apoio contínuo e afirmou que Taiwan continuará a reforçar as suas capacidades de autodefesa. Os Estados Unidos mantêm-se como o principal fornecedor de armas para a defesa da ilha.
Outro tema abordado pelos líderes foi o estreito de Ormuz, encerrado desde o início da guerra com o Irão. Trump e Xi concordaram na necessidade de reabrir a passagem marítima, responsável por cerca de 20% do petróleo mundial. O presidente norte-americano voltou a afirmar que não pretende que o Irão obtenha armas nucleares.
Na área económica, Trump concentrou-se em acordos comerciais e na ampliação das exportações norte-americanas para a China. A Casa Branca informou que foram alcançados “acordos comerciais fantásticos”, incluindo a promessa chinesa de adquirir 200 aviões Boeing e aumentar as compras de produtos agrícolas dos Estados Unidos.
Trump também discutiu com Xi Jinping o acesso de empresas norte-americanas ao mercado chinês. A delegação dos Estados Unidos incluiu grandes empresários, entre eles os presidentes da Mastercard e da Visa. O presidente norte-americano propôs ainda a criação de um conselho bilateral para gerir divergências comerciais e evitar uma nova escalada da guerra tarifária iniciada no ano passado.



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