TRE-PB comemora 30 anos da urna eletrônica e destaca segurança, modernização e ausência de fraudes comprovadas.
O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) celebrou, nesta quarta-feira (13), os 30 anos da implantação das urnas eletrônicas nas eleições brasileiras. Durante a comemoração, servidores da Corte relembraram os desafios enfrentados antes da modernização do sistema eleitoral e destacaram os avanços tecnológicos do equipamento ao longo das últimas décadas.
Em discurso durante o evento, o juiz Rodrigo Marques, auxiliar da presidência do TRE-PB, afirmou que “nunca se provou uma fraude na urna eletrônica”. Segundo o magistrado, o equipamento evoluiu significativamente desde sua implantação e deve continuar passando por constantes atualizações tecnológicas.
Ao comentar o futuro das urnas eletrônicas, Rodrigo Marques destacou que o sistema acompanha o avanço da informática e recebe melhorias contínuas para ampliar a segurança e a fidelidade do voto.
“O prognóstico é de que haja uma eterna modernização. Embora seja um instrumento muito seguro para os parâmetros atuais, não há como comparar a urna de hoje com a urna de 20 e 30 anos atrás. Os elementos de segurança são diuturnamente observados. A informática evolui e, por conseguinte, a urna vai tendo ainda mais garantias para ter fidelidade ao voto”, declarou ao ClickPB.
O magistrado também ressaltou que as urnas eletrônicas não possuem conexão com a internet, o que, segundo ele, reforça a proteção contra interferências externas. Além disso, citou mecanismos de auditoria e criptografia utilizados no sistema eleitoral.
“Hoje nós temos uma urna que não tem acesso à internet, portanto blindada das ingerências externas. Nós temos auditorias anteriores e posteriores à votação. Existem mais de 30 camadas de criptografia que não permitem alguém violar a urna eletrônica”, afirmou.
De acordo com o juiz, os dados coletados pelas urnas passam exclusivamente pelos servidores dos Tribunais Regionais Eleitorais antes de serem encaminhados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para totalização dos votos.
Rodrigo Marques afirmou ainda que o sistema eletrônico trouxe avanços importantes para o processo eleitoral brasileiro, como a aceleração da votação e a ampliação da acessibilidade para eleitores analfabetos, que passaram a identificar informações na tela por meio de imagens e cores.
Ao rebater acusações de fraude, o magistrado reforçou que existem mecanismos de auditoria capazes de verificar os resultados das eleições.
“Há declarações que não são fiéis ao que acontece com o uso da urna eletrônica. Há impressão do boletim de urna e outros elementos que fazem da urna eletrônica um equipamento auditável”, pontuou.
Segundo o juiz, as urnas eletrônicas já registraram mais de 1,5 bilhão de votos ao longo da história eleitoral brasileira. Ele também acredita que o futuro do sistema será marcado por equipamentos mais modernos, eficientes e rápidos na captação e totalização dos votos.



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