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15.5.26

ONG denuncia mais de mil presos políticos em Cuba

Relatório da Prisoners Defenders aponta repressão, ameaças e 2.048 presos políticos em Cuba desde 2021.

A ONG Prisoners Defenders, com sede em Madrid, denunciou no seu relatório de abril, divulgado na quinta-feira, que a repressão em Cuba continua marcada por detenções arbitrárias, desaparecimentos temporários, ameaças e criminalização de manifestações críticas ao regime. Segundo a organização, também foram registadas campanhas de descrédito contra opositores e ativistas.

No relatório mensal, a ONG acrescentou 23 novos presos políticos à lista monitorizada, incluindo menores de idade, desportistas, artistas, jornalistas independentes e ativistas pacíficos. No mesmo período, foram registadas 13 saídas da prisão, na maioria dos casos por cumprimento integral das penas aplicadas.

A entidade também denunciou casos de violência sexual no sistema prisional, repressão contra familiares de opositores e ameaças de morte dirigidas a presos políticos e de consciência diante da possibilidade de uma intervenção dos Estados Unidos em Cuba.

Entre os casos documentados em 2026, a organização destacou quatro menores detidos após os protestos realizados em 13 de março, em Morón, no centro do país. As manifestações ocorreram em meio aos prolongados cortes de energia e à escassez de produtos básicos. Durante os protestos, um grupo entrou na sede do Partido Comunista de Cuba, o único partido legal no país.

Segundo a ONG, os menores permanecem em prisão provisória sem garantias judiciais efetivas e enfrentam acusações consideradas graves. O relatório aponta ainda denúncias de tortura, maus-tratos e isolamento durante os processos.

A Prisoners Defenders também afirmou ter recebido relatos de presos, familiares e ativistas sobre ameaças feitas por funcionários penitenciários e agentes da Segurança do Estado cubana. De acordo com as denúncias, presos políticos seriam executados em caso de uma intervenção militar norte-americana na ilha.

Sobre a libertação de 51 presos anunciada pelo Governo cubano em março, bem como o “indulto humanitário” de 2.010 reclusos iniciado em abril, a ONG afirmou que os processos foram marcados por “engano, opacidade e exclusão deliberada” da maioria dos presos políticos.

Segundo o relatório, apenas 27 das 51 pessoas libertadas eram consideradas presas políticas, enquanto os demais eram presos comuns. Já no segundo processo de libertação, a organização afirmou que nenhum dos beneficiados estava detido por motivos políticos.

Com os dados atualizados, a ONG contabiliza 2.048 presos políticos em Cuba entre 1º de julho de 2021 e o final de abril de 2026.

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